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Novo Anel completa 1 ano sob gestão da PBH com queda nos acidentes

Novo Anel completa 1 ano sob gestão da PBH com queda nos acidentes

Foto: Reprodução/Amir Martins/PBH

O trecho municipalizado do Novo Anel Rodoviário completou um ano sob gestão da Prefeitura de Belo Horizonte na terça-feira (3). Segundo balanço divulgado pela administração municipal, houve redução no número de acidentes nos primeiros quatro meses de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais citados pela PBH, foram registrados 1.125 sinistros de trânsito entre janeiro e abril deste ano. No mesmo intervalo de 2025, quando a via ainda não estava municipalizada, foram 1.402 ocorrências. A queda foi de 19,8%.

Os acidentes com vítimas também diminuíram no período, passando de 206 registros nos quatro primeiros meses de 2025 para 145 casos em 2026, redução de 29,6%. Para a prefeitura, os números indicam efeito das ações de fiscalização, monitoramento e organização do tráfego no trecho assumido pelo município.

O balanço, porém, ocorre em um ano marcado por ocorrências de grande repercussão no Anel. Em janeiro, uma carreta carregada com bebidas atingiu casas às margens da via, na Vila da Luz. Em abril, uma sequência de acidentes incluiu a morte de um motociclista e um engavetamento com oito veículos. Em maio, uma carreta desgovernada atingiu outros veículos na descida do Betânia, em um acidente que mobilizou equipes de resgate e travou o trânsito na região.

Os casos reforçam que, mesmo com queda nos indicadores gerais, o Anel continua sendo uma via sensível, com presença intensa de caminhões, trechos de descida, áreas urbanas próximas e alto volume de veículos.

A Prefeitura de Belo Horizonte assumiu em 3 de junho de 2025 a gestão de 22,4km do Novo Anel, no trecho entre o bairro Olhos D’Água e a avenida Cristiano Machado. A outra parte da rodovia segue sob responsabilidade do Dnit.

Entre as medidas adotadas no primeiro ano está a instalação de 22 pontos de controle eletrônico de velocidade, em operação desde fevereiro deste ano. Segundo a PBH, os locais foram definidos a partir de estudos técnicos sobre pontos de risco e fluidez do tráfego.

A prefeitura também informou que 50 câmeras monitoram atualmente o trecho municipalizado, sendo 10 da BHTrans e 40 do Centro de Operações da Prefeitura e da Guarda Municipal. Mais de 400 agentes da BHTrans e da Guarda foram capacitados para atuar na via, com apoio do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte.

Na manutenção, o balanço aponta mais de 1,6 mil toneladas de lixo recolhidas desde junho de 2025, além de mais de 700 operações tapa-buracos e mais de 10 quilômetros de trechos recapeados. A prefeitura também menciona ações de capina, roçada, limpeza de drenagens, poda de árvores e apoio a desvios em obras e operações especiais.

A PBH informou ainda que está em andamento a licitação para substituição de três passarelas localizadas nos bairros Madre Gertrudes, Bernadete e Cachoeirinha. Também começaram as obras de readequação viária na interseção do Novo Anel com a Via Expressa, com investimento previsto de R$32,6 milhões e conclusão estimada para o segundo semestre de 2027.

Outro ponto de atenção é a descida do Betânia, área historicamente associada a acidentes com veículos pesados. A prefeitura anunciou em maio a construção de duas novas áreas de escape nos quilômetros 540 e 539. A estrutura já existente, implantada em 2022, teria evitado 20 potenciais acidentes graves com veículos de carga, segundo a administração municipal.

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