O Valeriodoce Esporte Clube iniciou um novo capítulo da sua história, de quase 83 anos, sob a presidência de Jader Magalhães, que assumiu o cargo nesta quarta-feira (19). Em entrevista à DeFato, o novo mandatário do clube itabirano disse estar assumindo o desafio com entusiasmo, mas também consciente da responsabilidade que carrega. O dirigente destacou que sua principal missão será reconstruir a ligação histórica entre o clube e a cidade de Itabira, elação que, segundo ele, foi se enfraquecendo ao longo dos anos.
“Feliz demais pela oportunidade, mas a felicidade só não é maior que a responsabilidade”. afirmou Jader. Ele descreve o Valério como um clube “entristecido”, reflexo de um distanciamento mútuo entre instituição e comunidade. O objetivo agora, segundo o presidente, é reaproximar associados, frequentadores e patrocinadores, tornando o espaço novamente relevante para a vida social e esportiva da região. “A gente precisa realinhar esses interesses, trazer o associado de volta, abrir as portas do clube para a cidade e captar novos sócios”, disse.
Para essa retomada, Jader defende que o clube ofereça novas experiências e modernize sua estrutura, apostando em modalidades em alta no país, especialmente os chamados esportes de praia, como beach tennis, vôlei de praia e futevôlei. “Hoje é uma febre”, destacou. Além do esporte, atividades sociais, música e cultura também devem ganhar mais espaço na programação de eventos do clube. “Se colocarmos isso como atrativo, o cidadão volta a frequentar, os investidores voltam a patrocinar e o clube volta a ficar de pé”, afirma.
Retorno das categorias de base e união com a comunidade
No campo esportivo, Jader considera essencial resgatar um dos pilares do Valério: o trabalho de formação de atletas. Ele cita como referência o legado do professor Basilinho, que marcou gerações no clube entre as décadas de 1980 e 1990. “As equipes que se destacam no futebol nacional investem na base. O Valério vai voltar a investir no futebol de base. Vamos retomar a escolinha de futsal”, garantiu.
Apesar do foco na formação, o novo presidente admite que o clube não terá tempo para apresentar uma equipe composta por atletas da base já em 2026, devido à ausência de um programa consistente nos últimos anos. A estratégia, então, será montar o elenco profissional mais cedo, buscando jogadores da própria região que possam entregar boa performance.
Com muitos planos em mente, Jader disse que nenhuma transformação será possível sem apoio externo. Para ele, é necessário um projeto de reconstrução coletiva, que envolva sociedade civil, patrocinadores e gestão. “Sozinho não vai. É preciso que o clube se associe à sociedade e aos investidores”.

