O número de pessoas privadas de liberdade inscritas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem PPL) em Minas Gerais chegou a 8.807 em 2025, o maior registrado desde 2017. O total representa um aumento de cerca de 30% em relação ao ano passado, quando o estado contabilizou 6.597 inscritos.
De acordo com dados do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), 6.580 candidatos são de unidades prisionais administradas pelo órgão, 2.202 de Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) e outros 25 pertencem a instituições prisionais e socioeducativas diversas.
O Enem PPL é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e segue o mesmo formato do exame regular: 180 questões objetivas e uma redação, distribuídas em dois dias de prova. O conteúdo abrange as áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática.
As provas serão realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro, dentro das unidades prisionais e socioeducativas. O gabarito será divulgado em 29 de dezembro, e os resultados poderão ser usados para ingresso no ensino superior por meio do Sisu, Prouni e Fies, além da certificação do ensino médio para quem ainda não concluiu essa etapa.
Segundo Karol Amorim, diretora interina da Diretoria de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, o crescimento das inscrições está ligado ao fortalecimento das ações educacionais no sistema prisional. “O Enem PPL é mais que um exame. É um instrumento de ressocialização e de reconstrução de trajetórias, permitindo que essas pessoas retomem seus projetos de vida por meio da educação”, destacou.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, também comentou o aumento das adesões. Para ele, o dado reflete o impacto das políticas de reintegração social adotadas no estado. “A educação é um dos pilares mais efetivos para transformar realidades dentro das prisões e fortalecer a cidadania”, afirmou.
A nova edição do Enem PPL reforça a importância da educação como caminho de reintegração social e de construção de novas oportunidades para pessoas privadas de liberdade em Minas Gerais.
*Com informações Agência Minas.

