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O ex-jogador Reinaldo é indenizado por perseguição durante ditadura

Jogador Reinaldo brilhou durante a ditadura militar- Foto: Atlético-MG/via O Tempo

O ex-jogador do Clube Atlético Mineiro, Reinaldo Lima, foi perdoado pela Comissão de Anistia do Governo Federal, nesta terça-feira (2), em Brasília, por ter sofrido perseguição política no período da ditadura militar no Brasil.

O ídolo atleticano também recebeu uma indenização do Ministério dos Direitos Humanos em R$ 100 mil.

Em relato, Reinaldo falou sobre a perseguição sofrida no período da ditadura e mencionou a não convocação para a Copa do Mundo de 1982 como exemplo: “A campanha de difamação e a perseguição política me tiraram muitas oportunidades. Talvez o exemplo mais evidente seja a não convocação para a Copa do Mundo de 1982, onde, apesar de o treinador falar de questões físicas, todo mundo sabia que o motivo eram as restrições a meu suposto comportamento fora de campo”.

O ex-jogador sofreu perseguição entre os anos de 1978 a 1986, conforme documentos, sendo monitorado pelo Sistema Nacional de Informações (SNI), órgão ligado ao regime militar e responsável por censura, espionagem e outros crimes cometidos contra estudantes e opositores do regime.

O perdão a Reinaldo foi por unanimidade dos membros da comissão. A Relatora Rita Maria de Miranda Sipahi ressaltou que a indenização será feita em uma única parcela.

Além de perseguido pelo SNI, Reinaldo sofreu, também, importunações dos generais que comandavam a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atualmente CBF.

Como forma de protesto contra as perseguições do regime militar, Reinaldo comemorava seus gols com o braço erguido e o punho cerrado, como faziam os militantes negros do movimento Panteras Negras, dos Estados Unidos, que atuava contra o racismo e a defesa dos direitos civis.

*Fonte: Metróples

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