Depois da operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, nas últimas semanas, os comandantes das Forças Armadas vêm emitindo posicionamentos a respeito, já que militares da ativa também estão na mira dos federais.
Embasada na delação do tenente-coronel Mauro Cid, a PF entendeu que Bolsonaro e pelo menos outras 32 pessoas teriam participado de uma possível trama de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou os mandados judiciais em nome do grupo.
Mais cautelosa, a Marinha do Brasil foi a primeira a se manifestar, conforme nota emitida: “Em relação à operação Tempus Veritatis da Polícia Federal, a Marinha de Brasil reitera que não se manifesta sobre processo investigatórios em curso, sob sigilo, no âmbito do Poder Judiciário”. Logo à frente, prossegue a nota: “consciente de sua missão constitucional, reafirma que pauta sua conduta pela fiel observância da legislação, valores éticos e transparência”.
Alguns dias depois, o comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, se pronunciou em entrevista ao jornal O Globo, quando disse apoiar uma investigação completa a respeito da participação de militares no caso. “Qualquer coisa que fira nossos diplomas disciplinares será punida”, prometeu.
Seguindo a mesma linha, o Exército assim se manifestou: “As providências quando necessárias, serão tomadas em conformidade com as decisões jurídicas em relação ao assunto. O Exército prima pela legalidade e pela harmonia entre os demais entres da República, colaborando com as autoridades policiais nas investigações conduzidas”.
O general Tomás Paiva, comandante do Exército, disse, em entrevista ao G1: “O que eu quero , com o meu trabalho: Tenho missão constitucional a ser cumprida. E não existe linha de ação viável para qualquer ilegalidade. É missão e cumprimento constitucional”.
O ministro da Defesa, José Múcio também comentou a ação da PF: “Cabe às Forças Amadas apoiar a decisão da Justiça”.

