Depois que a pandemia da Covid-19 começou a se espalhar no Brasil, as instituições de ensino superior precisaram optar por um sistema remoto, que garantisse a segurança sanitária para funcionários, alunos e professores. No primeiro semestre de 2020, as instituições tiveram que migrar de forma rápida para um sistema de ensino on-line, e persistiram assim até fevereiro de 2022, quando os indicadores da Covid-19 aliviaram e permitiram o retorno do regime presencial, ou híbrido em algumas situações.
A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) retomou às aulas presenciais no dia 21 de fevereiro, depois de ter adotado o regime remoto em março de 2020. O retorno presencial seria no último dia 2 de fevereiro, porém, foi adiado para o dia 21 por conta dos números da Covid-19 no país e principalmente em Belo Horizonte e região metropolitana.
Wagner Lamounier, estudante do 5º período de Jornalismo na PUC Minas, comemorou o retorno ao regime presencial depois de passar alguns meses no regime remoto. “A sensação [de voltar ao regime presencial] é mista. Por um lado é muito boa, porque é muito bom estar na faculdade, de volta. O espaço físico da faculdade é muito importante para o desenvolvimento do aluno, para criar conexões, conseguir dialogar com os professores, pra poder vivenciar mesmo a faculdade. Pra mim, o principal da faculdade é estar presencialmente nela. Por outro lado, tenho muito medo de pegar Covid-19”, declarou o estudante.
Em rede social, a PUC Minas celebrou o retorno ao regime presencial, depois de quase dois anos no sistema de aulas remotas. “Não dá pra descrever a alegria de ter todos vocês, veteranos e calouros, presencialmente a partir desta segunda. Com os devidos cuidados por conta do coronavírus, desejamos um semestre de muita alegria, estudo, aprendizados e interação”, manifestou a universidade.
A UniBH, outra instituição de ensino superior da capital mineira, também retornou, porém com sistema híbrido, sendo apenas 40% da grade em regime presencial. Jeovana Oliveira, estudante do 7º período de Jornalismo na UniBH, disse que o sistema acaba sendo confuso e prejudica o ensino para os estudantes.
“Acaba que não temos rotina, já que apenas um dia da semana é que temos aula presencial, enquanto o restante continua sendo virtual. Por conta da mudança da grade curricular, e da pandemia, o ensino, na minha visão, foi extremamente prejudicado. Perdemos aulas importantes que não serão repostas, e esse regime híbrido acaba confundindo ainda mais os alunos”, relatou a estudante.
Jeovana conta que prefere o regime on-line, já que consegue otimizar o tempo, mas que o sistema à distância tem seus pontos negativos, como a dificuldade em relação ao contato com os professores e a desorganização que o regime causa na grade curricular, deixando os estudantes de “mãos atadas”, segundo relato da estudante de jornalismo.
A Defato procurou pela UniBH, que ressaltou que “o modelo acadêmico estabelecido pela instituição é inovador e incentiva o estudante a desenvolver competências que os preparam para os desafios reais da carreira. Para tanto, foi construído de forma que alterna a composição com aulas, atividades de extensão presenciais e online, entre outros, permitindo o aperfeiçoamento e desenvolvimento de habilidades e competências que serão chaves para a sua formação”, informou em nota.

