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O que diz testemunha sobre técnica que acusa Magno Malta de agressão

Senador acusado de agredir enfermeira em um hospital de Brasília- Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Testemunha fala em depoimento, nesta quarta-feira (5), à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre a técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão.

A agressão teria ocorrido na última quinta-feira (30/04) e, segundo o depoente, que também é funcionário do Hospital DF Star, ele não presenciou o tapa no rosto, mas afirma que viu a colega após a situação com o óculos torto, segundo a vítima, em consequência do tapa do senador.

A técnica afirma que a agressão teria ocorrido durante um exame, mesmo dia em que o boletim foi registrado.

A técnica de enfermagem está afastada das funções por orientação do médico particular. Em nota, o hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso.

Em seu relato à polícia, a profissional conta que o senador estava internado para realizar angiotomografia de tórax e coronárias e que ele era a responsável para conduzi-lo à sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro.

No início da injeção do contraste, o equipamento identificou oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento, constatando o extravasamento do líquido no braço do paciente.

Ao explicar a necessidade de compressão no local, o senador reagiu de forma agressiva, se levantando do aparelho, e que quando se aproximou para prestar assistência, o paciente desferiu um tapa em seu rosto, entortando o seu óculos e a chamando de “imunda” e “incompetente”.

Nas redes sociais, o parlamentar negou as agressões. “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”.

Malta se pronunciou também por meio de sua equipe jurídica, que emitiu nota, alegando que o senador se encontrava sob forte medicação, com a cognição comprometida, e nesse contexto, teria reagido ao sofrimento físico, e não à profissional, acionando imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento.

O deputado distrital Jorge Viana (Democrata), que foi vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do DF (Sindate-DF), e acompanho o caso, repudiou a situação. “Ter uma profissional de enfermagem sendo agredida, seja verbal ou fisicamente, no seu local de trabalho, só prova mais uma vez como a enfermagem é tratada em qualquer nível. Agora, partindo isso de um senador da República, deixa a gente mais indignado. E por mais que ele fale que não deu o tapa, por mais que ele não assuma isso, está claro que essa menina procurou a delegacia porque ela sentiu de alguma forma agredida”.

*Fonte: Metrópoles

 

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