Site icon DeFato Online

Ônibus destruídos em incêndio em BH não tinham seguro total

Ônibus destruídos em incêndio em BH não tinham seguro total

Foto: Reprodução/Sala de Imprensa/CBMMG

Os 27 ônibus destruídos pelo incêndio em uma garagem no bairro Dom Cabral, na região Noroeste de Belo Horizonte, não tinham seguro total. A informação foi repassada pela Viação Anchieta, empresa responsável pelos veículos atingidos pelo fogo nesse domingo (7). O prejuízo financeiro estimado é de cerca de R$21 milhões. Além dos coletivos destruídos, outros cinco ônibus sofreram danos parciais. 

Os veículos pertenciam à frota da empresa, integrante do Consórcio Dom Pedro II, responsável por linhas do transporte coletivo da capital. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte, a Viação Anchieta informou que não há, no momento, oferta de mercado para seguro total de veículos usados no transporte público. As apólices existentes, conforme o sindicato, cobrem danos contra terceiros, como acidentes e danos pessoais.

Os ônibus destruídos eram modelos fabricados em 2024 e 2025. A perda, portanto, atingiu veículos recentes da operação e amplia o impacto financeiro para a empresa, mesmo com a tentativa de manter o atendimento aos passageiros.

O incêndio ocorreu na tarde de domingo, em uma garagem localizada na região da Praça Edgar da Mata Machado. Segundo informações iniciais do Corpo de Bombeiros, o fogo teria começado em uma área de vegetação próxima ao pátio e avançado para o espaço onde os ônibus estavam estacionados.

Sete viaturas foram deslocadas para a ocorrência. As equipes atuaram em diferentes frentes para conter as chamas e impedir que o fogo se espalhasse para outras estruturas. Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos.

Após o incêndio, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que avaliava, junto ao consórcio e ao SetraBH, os possíveis impactos na operação do transporte coletivo. A administração municipal também destacou que cabe ao operador garantir o cumprimento dos horários e a regularidade do serviço, inclusive com uso de frota reserva e remanejamento de veículos entre empresas.

A Viação Anchieta informou que já adotou medidas para recompor a frota. Nesta segunda-feira (8), as rotas operaram com veículos seminovos, fabricados entre 2020 e 2022.

Exit mobile version