A Operação Cerco Fechado registrou 1.085 prisões no primeiro mês de atuação em Minas Gerais. O balanço foi apresentado nesta quarta-feira (1º), no Palácio da Liberdade, pelo Governo de Minas, que informou que a ação segue em andamento em Belo Horizonte e em cidades do interior.
A operação começou em 1º de junho e reúne forças estaduais, federais e municipais em uma estratégia voltada ao enfrentamento de organizações criminosas. As ações combinam cumprimento de mandados, captura de foragidos, combate ao tráfico de drogas e armas e presença das forças de segurança em áreas consideradas sensíveis.
Segundo o balanço divulgado pelo governo, a média foi de 36 prisões por dia. As equipes também cumpriram 407 mandados de prisão, conduziram 1.307 pessoas às delegacias e apreenderam 100 adolescentes.
As apreensões incluem 11.823 quilos de drogas, 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros. O governo também destacou prisões de pessoas ligadas a organizações criminosas e procuradas por crimes como homicídio, tráfico de drogas, feminicídio, incêndio criminoso e crimes sexuais.
A Cerco Fechado ocorre em oito cidades mineiras. A operação abrange Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu, Teófilo Otoni, Araguari e Montes Claros, em áreas definidas a partir de levantamentos sobre dinâmicas criminais e atuação de grupos organizados.
Participam da mobilização a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, as polícias Militar, Civil, Penal, Federal e Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros e guardas municipais. Segundo o governo, unidades prisionais das cidades também passaram por revistas coordenadas pela Polícia Penal.
Entre os resultados citados no balanço está a prisão de seis pessoas ligadas a organizações criminosas na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. O grupo era procurado por crimes de naturezas diferentes e foi localizado em uma ação do Grupo Integrado de Capturas.
Nesta quarta-feira, a operação também teve uma etapa específica nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e Ventosa, na capital. A ação mobilizou 307 policiais, 73 viaturas, um helicóptero e dois cães de apoio para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Nessa frente, duas pessoas foram presas, e 35 mandados de busca e apreensão foram expedidos. As equipes apreenderam porções de cocaína, crack e maconha. A ação mirou investigados por envolvimento com tráfico de drogas e pela tentativa de domínio territorial exercida por facções criminosas.
O governo informou que a operação não tem data para terminar. Após a atuação policial nas áreas atendidas, a previsão é que comunidades recebam programas de prevenção à criminalidade e ações de políticas sobre drogas, além de serviços públicos do programa Governo Presente.

