Quando Keno recebeu a bola na meia lua, chutou no canto direito de Danilo Fernandes e selou o segundo título brasileiro do Atlético, em 2021, uma nova era se desenhava. O aporte milionário dos chamados 4Rs prometia ao torcedor temporadas de títulos e protagonismo no futebol brasileiro. Quase quatro anos depois, a história é bem diferente.
Afundado em dívidas e com um elenco problemático em mãos, o Atlético enfrenta inúmeros problemas administrativos. Como costumava acontecer em períodos sombrios do clube, os salários atrasados voltaram a ganhar manchetes, enquanto a gestão recorre a vendas desesperadas para mitigar os sérios problemas.
Uma realidade bem diferente dos “quatro Hulks” prometidos pela atual SAF. Aliás, sua única e real versão já é capaz de evitar um cenário ainda pior. Embora não tenham impedido a derrota, os últimos dois gols de falta marcados contra o Palmeiras, no domingo (20), provaram como o paraibano é uma das poucas esperanças do atleticano.
Mesmo a fase técnica não sendo a de outrora, Hulk é o único capaz de dar o toque de genialidade dentro de um elenco medíocre e desequilibrado.
Um cenário preocupante, que só não é pior pelo nível de alguns rivais. Times como Sport e Juventude, a essa altura, já são candidatíssimos ao rebaixamento. Outros, como Grêmio, Vasco, Fortaleza e Santos, possuem menos talentos individuais.
Uma mediocridade geral que pode permitir ao Atlético fazer uma campanha mais segura do que seu planejamento, inexistente em 2025.
* Este texto foi escrito antes do anúncio das notificações judiciais feitas por alguns atletas atleticanos contra o clube.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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