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P. Diddy recebe novas acusações enquanto enfrenta julgamento por abuso sexual e tráfico humano nos EUA

Diddy diz que foi provocado a agredir ex-namorada pede liberação com fiança de U$ 50 milhões

Foto: Reprodução de vídeo/YouTube/Diddy

Começaram nesta semana, em Nova Iorque, os depoimentos no julgamento do rapper e produtor musical Sean Combs, conhecido como P. Diddy. Ele responde a uma série de acusações federais, que incluem extorsão, tráfico humano, estupro e transporte de pessoas para fins de prostituição. O caso ficou ainda maior essa semana após o rapper receber mais uma acusação abuso sexual, segundo documentos obtidos pelo site TMZ.

As investigações ganharam força a partir de novembro de 2023, quando a cantora Cassie Ventura, ex-namorada de Diddy, entrou com uma ação judicial alegando ter sido vítima de estupro, violência física e psicológica, além de coerção para participar de atos sexuais não consentidos ao longo de 11 anos de relacionamento.

As acusações apontam que a gravadora do artista, a Bad Boy Records, funcionava como parte de uma suposta estrutura criminosa, contando com o envolvimento de funcionários e pessoas próximas para encobrir condutas abusivas. Segundo a denúncia, Diddy também promovia festas conhecidas como “Freak Offs”, que envolviam consumo de drogas e relações sexuais com diversas pessoas, muitas vezes filmadas sem consentimento. Essas imagens, de acordo com Cassie, eram usadas como forma de chantagem. 

A cantora foi uma das primeiras a depor no julgamento, por estar grávida e em fase final de gestação. Durante seu testemunho, ela relatou episódios de agressões brutais, como chutes na cabeça e surras, além do medo constante de ter vídeos íntimos divulgados. A defesa de Diddy alega que as práticas relatadas eram consensuais. 

Nesta semana, um novo processo foi aberto contra o rapper. Uma mulher, que optou por manter o anonimato, acusa Diddy de tê-la estuprado em seu apartamento, em Manhattan, em julho de 2001. De acordo com o relato, ela conheceu o artista em ambientes públicos e foi convidada para a casa de Sean Combs. No local, teria sido trancada no quarto, imobilizada e violentada, apesar de seus pedidos para ele parar.

A suposta vítima disse que saiu rapidamente após o ato e relatou que um segurança, posicionado do lado de fora da porta do quarto, indicou a direção da saída. Ainda segundo a denúncia, nos dias seguintes, Diddy tentou retomar o contato, chegando a convidá-la para uma “freak off”. Ela afirma que desenvolveu traumas profundos desde então e precisou de acompanhamento psicológico para lidar com as consequências do abuso. A defesa do artista ainda não se pronunciou sobre as novas denúncias. Sean Combs, que se declara inocente, permanece preso e, caso seja considerado culpado, poderá ser condenado à prisão perpétua.

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