Site icon DeFato Online

Paciente relata problemas de higiene e alimentação durante internação no Hospital Municipal Carlos Chagas: “Tinha uma larva na salada”

Paciente relata problemas de higiene e alimentação durante internação no Hospital Municipal Carlos Chagas: “Tinha uma larva na salada”

Foto: Divulgação

Uma paciente itabirana que esteve internada no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), em Itabira, entre os dias 26 e 31 de dezembro, procurou a reportagem do portal DeFato Online, e relatou condições precárias de higiene enfrentadas durante o período de internação. Entre os principais relatos estão a presença de larvas em uma refeição servida, sujeira em ambientes internos e mau cheiro em roupas de cama.

Em nota ao Portal DeFato, a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), responsável pela gestão do hospital, afirmou que o HMCC segue protocolos rigorosos de higiene, segurança alimentar e controle de pragas, com processos monitorados por equipes capacitadas. Já a Prefeitura de Itabira informou que não há registro de denúncia formal feita pela paciente, mas que as informações estão sendo apuradas e que os canais da Ouvidoria de Saúde permanecem disponíveis para manifestações da população.

Relato da paciente

Segundo a paciente, que preferiu não se identificar, ela estava internada para tratamento de gastroenterite quando percebeu algo estranho na alimentação fornecida pela unidade. “Eu comecei a comer devagar, porque não estava com muita fome. Quando mexi a salada, vi uma larva. O problema é que eu já tinha comido parte da comida. Na hora, comecei a sentir náusea”, relatou.

Assustada, ela acionou a mãe, que aguardava do lado de fora do hospital. Após o episódio, a paciente afirma que procurou o setor de enfermagem para relatar o ocorrido. A profissional que a atendeu teria fotografado a refeição e informado que iria comunicar o setor responsável pela cozinha. O caso também foi comunicado ao médico responsável pelo atendimento, que teria registrado o ocorrido por meio de fotografias. Segundo ela, o médico comentou que saladas cruas podem apresentar riscos se não forem devidamente higienizadas.

Foto: Divulgação

Após o episódio, a paciente afirma que recusou novas refeições oferecidas pela unidade. “Não tinha a menor condição de comer ali de novo. Eu só queria ir embora”, disse. Ela acabou recebendo alta e deixou o hospital no mesmo dia.

Ela ainda cita problemas recorrentes de higiene, como banheiro sujo, lençóis com mau cheiro e afirma que precisou levar um lençol de casa para utilizar durante a internação. A reportagem teve acesso a imagens fornecidas pela paciente, que mostram a presença de insetos em utensílios utilizados durante a internação.

Foto: Divulgação

O que diz a Fundação São Francisco Xavier

Em nota enviada ao Portal DeFato, a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), responsável pela gestão do hospital, informou que o Hospital Municipal Carlos Chagas segue protocolos rigorosos de higiene, segurança alimentar e controle ambiental, alinhados às normas dos órgãos reguladores.

A instituição destacou que possui processos consolidados de limpeza, desinfecção, manutenção predial e preparo de refeições, realizados por equipes capacitadas e monitoradas continuamente. A FSFX também informou que a unidade conta com sistema permanente de controle de pragas, executado por empresa especializada, levando em consideração as características naturais da região.

A Fundação reforçou ainda que dispõe de canais formais para acolhimento e apuração de manifestações, tratando todas as demandas com responsabilidade, transparência e foco na melhoria contínua dos serviços prestados.

Posicionamento da Prefeitura de Itabira

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, após verificação junto à Fundação São Francisco Xavier, não há registro de denúncia formal realizada pela paciente referente aos serviços de zeladoria e alimentação da unidade hospitalar.

Apesar disso, a Secretaria afirmou que segue averiguando as informações divulgadas, com o compromisso de apurar os fatos de forma responsável, transparente e criteriosa. O órgão reforçou que permanece à disposição para receber manifestações dos usuários do sistema de saúde por meio dos canais oficiais da Ouvidoria de Saúde, pelos telefones (31) 3839-2666 (WhatsApp) ou (31) 3839-2777.

Exit mobile version