A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou o projeto “Elas Cultivam a Lagoinha” com o objetivo de “promover a inclusão socioprodutiva e a oportunidade de geração de renda para mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade social e com trajetória de vida nas ruas da Lagoinha”.
O projeto foi lançado na última sexta-feira (29) e agora a PBH inaugurou a a Unidade de Produção Agroecológica, situada no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (CRESAN) do Mercado da Lagoinha. O projeto “Elas Cultivam a Lagoinha” conta com a realização de oficinas que estimulam a retomada dos vínculos das mulheres com o mercado de trabalho e com a possibilidade de geração de renda, focando especialmente na agroecologia.
Serão oferecidos, também, cursos de economia popular e solidária, de culinária mineira e da capital, e de artesanato.
O projeto tem gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP) e a Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SUSAN), sendo executado pela Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável (IEDS).
Inauguração
O secretário municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino, esteve na inauguração do espaço e destacou os esforços realizados pelo poder público e sociedade civil para a realização do projeto. “Toda equipe tem um papel fundamental. Esse é um espaço de inclusão e cidadania e construído por várias mãos. Inaugurar este trabalho é assumir o compromisso de cuidar desse projeto,” declarou.
A área verde em frente ao Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (CRESAN) do Mercado da Lagoinha servirá como Unidade de Produção para a realização do projeto.
A PBH afirma que “a intenção é transformar o espaço em um empreendimento agroecológico com a participação das mulheres atendidas, sobretudo das frequentadoras do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM)”, disse em comunicado.
Política social
Flor de Lírios, 32 anos, é uma das usuárias do CIAM que faz parte do “Elas Cultivam Lagoinha”. Ela participou do ato simbólico e plantou uma árvore na unidade como uma simbologia do crescimento individual de cada ser humano.
Flor comemorou a inauguração do espaço e falou à comunicação da PBH sobre a importância dessa política social. “O projeto, antes de tudo, é o espaço de acolhimento. Vai além das orientações de como cultivar. Aqui nós somos ouvidas e bem recebidas. É uma oportunidade de reconhecimento e valorização de quem nós somos e do potencial que temos, inclusive produzindo alimentos”, ressaltou.
*Com PBH

