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Paralimpíadas: despedida de Daniel Dias e medalha inédita na bocha; confira o resumo

Paralimpíadas: despedida de Daniel Dias e medalha inédita na bocha; confira o resumo

Foto Ale Cabral/CPB

O oitavo dia dos Jogos Paralímpicos de Tóquio começou com duas medalhas de bronze, sendo uma delas de maneira inédita, para a delegação brasileira. Os responsáveis pelas conquistas foram dois atletas da bocha. Mais tarde, Carol Santiago volta a quebrar recorde na natação, conquista sua terceira medalha de ouro em Tóquio e Brasil supera campanha nos Jogos do Rio. Confira o resumo desta quarta-feira (1º).

Natação

Após disputar quatro edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021), o nadador Daniel Dias se despediu das piscinas com a quarta colocação nos 50m livre (classe S5 – para atletas com comprometimentos físicos-motores) no Centro Aquático de Tóquio na manhã desta quarta-feira, 1.

O multimedalhista, que já havia anunciado a aposentadoria no último mês de janeiro, encerrou a sua última prova da carreira com o tempo de 32s12. O pódio foi formado pelos chineses Tao Zheng (30s31), que bateu o recorde paralímpico, Weiyi Yuan (31s11) e Lichao Wang (31s35).

Maior medalhista paralímpico brasileiro da história, Daniel subiu 27 vezes ao pódio no megaevento. É o atleta com mais pódios na história do Brasil — ao todo, foram 14 medalhas de ouro, sete de prata e seis de bronze.

A nadadora Carol Santiago faturou a sua terceira medalha de ouro em Tóquio na manhã desta quarta-feira, 1. Aos 36 anos e na sua primeira edição de Jogos Paralímpicos, a pernambucana subiu ao lugar mais alto do pódio na final dos 100m peito, pela classe S12 (para atletas com deficiência visual), com o tempo de 1min14s89, seguida por Daria Lukianenko, do Comitê Paralímpico Russo (1:17.55) e pela ucraniana Yaryna Matlo (1min20s31).

A marca da atleta brasileira também valeu o novo recorde paralímpico, feito que ela também havia realizado na prova dos 50m livre. Na mesma prova dos 100m peito, pela classe S12, a paraense Lucilene Sousa, outra brasileira envolvida na disputa, terminou a sua participação na quinta colocação, com o tempo de 1min30s25.

Além do ouro nos 100m peito, a atleta também venceu os 50m e os 100m livre. Carol ainda foi bronze nos 100m costas e prata no revezamento misto dos 4x100m livre – 49 pontos, ao lado de Wendell Belarmino (S11), Douglas Matera (S13) e Lucilene Sousa (S12). Ou seja, a pernambucana totaliza cinco medalhas na capital japonesa.

A potiguar Cecília Araújo, de 22 anos, ficou com a medalha de prata nos 50m livre (classe S8). Ela fechou a prova em 30s83, atrás de Viktoriia Ishchiulova (29s91), do Comitê Paralímpico Russo. O pódio foi completado pela italiana Francesca Palazzo, o bronze com o tempo de 31s17.

Já o catarinense Talisson Glock, de 26 anos, foi medalha de bronze nos 100m livre (classe S6). Com o tempo de 1min05s45, o brasileiro ficou atrás do italiano Antonio Fantin, que conquistou o ouro com o recorde mundial da prova (1min03s71), e do colombiano Nelson Crispin, medalhista de prata (1min04s82).

Bocha

Os brasileiros conquistaram duas medalhas nas provas individuais da bocha no final da noite de terça, 31 (horário de Brasília). O primeiro a subir ao pódio foi Maciel Santos (classe BC2), que disputou o bronze contra o tailandês Worawut Saengampa. O resultado final foi 4 a 3 para o brasileiro. A vitória apertada do brasileiro aconteceu após o último arremesso.

O segundo bronze da noite foi uma medalha inédita para o Brasil – a primeira em toda a história na classe BC1. O responsável pelo feito foi José Carlos Chagas de Oliveira. Ele venceu o português André Ramos por 8 a 2. “É muita emoção! Estou muito feliz e agradeço ao meu treinador, minha família e à minha namorada”, celebrou José Carlos.

Tênis de mesa

O tênis de mesa do Brasil garantiu mais uma medalha nos Jogos Paralímpicos Na noite desta terça, 31, no Ginásio Metropolitano de Tóquio, a equipe da classe 9-10, formada por Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, venceu a Turquia por 2 a 1, nas quartas de final da competição. O resultado é a garantia de mais um pódio, já que não há disputa de terceiro lugar nos Jogos.

As mesa-tenistas brasileiras já conquistaram duas medalhas no torneio individual dos Jogos, com Bruna Alexandre (prata na classe 10) e Cátia Oliveira (bronze na classe 1-2).

No primeiro jogo desta noite, Bruna Alexandre e Danielle Rauen foram superadas pelas turcas Merve Cansu Demir e Neslihan Cavas por 3 sets a 1 (11/3, 10/12, 4/11 e 8/11).

Na partida seguinte, Bruna Alexandre derrotou Merve Cansu Demir por 3 sets a 0 (11/9, 11/7 e 11/6). Por fim, no jogo decisivo, Danielle Rauen venceu Neslihan Cavas, também por 3 sets a 0 (11/3, 11/9 e 11/6).

Vôlei sentado

Na última partida da fase classificatória, a Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado venceu a Itália por 3 sets a 1 (23/25, 25/17, 25/16 e 25/21), garantindo a classificação para as semifinais como líder do Grupo A.  A equipe está invicta na competição.

Tiro esportivo

Único brasileiro no tiro esportivo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, o paulista Alexandre Galgani disputou a classificatória da carabina de ar deitado 10m da classe SH2 (para atletas que precisam de suporte para a arma).

Alexandre terminou a fase classificatória com 633.9 pontos e na 10ª posição, ficando fora da final. Este foi o melhor resultado de Calgani em Jogos Paralímpicos. Nos Jogos Rio 2016, ele havia ficado em 24º lugar na carabina deitado. No dia 4, o atleta ainda vai disputar pela carabina deitado 50m.

Goalball

Em um duelo emocionante, o Brasil mostrou força na defesa, venceu a favorita seleção da China – três vezes medalha de prata nos últimos Jogos (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016) – e avançou às semifinais em Tóquio. Após um tempo regulamentar sem gols, a vaga veio em cobrança de penalidade de Carol, no primeiro ataque brasileiro no segundo tempo da prorrogação: 1 a 0.

Agora o Brasil encara os Estados Unidos na próxima quinta-feira, 2, às 7h30 (horário de Brasília), no Makuhari Messe Hall C.

No mesmo dia, um pouco mais cedo, às 5h45 (horário de Brasília), o time masculino do Brasil reencontra a Lituânia, atual campeã paralímpica, na semifinal. Apesar da vitória arrasadora dos brasileiros por 11 a 2, logo na estreia em Tóquio, o histórico entre as duas seleções é de resultados apertados.

Ciclismo

A paranaense Jady Malavazzi, de 26 anos, disputou a final da prova de estrada das classes H1 a H4 e ficou na 13ª colocação, com o tempo de 1h06min43.

Atletismo

O Brasil esteve presente em duas finais neste oitavo dia de competições em Tóquio. Nos 100m feminino, da classe T36, Samira Brito terminou na sétima colocação, com o tempo de 15s27. A medalha de ouro foi para chinesa Yiting Shi, que anotou o novo recorde mundial: 13s61. A prata ficou com a atleta do Comitê Paralímpico Russo, Elena Ivanova (14s60) e o bronze com Danielle Aitchison (14s62).

O outro brasileiro que brigava por medalhas era Ariosvaldo Fernandes da Silva, o Parré. Aos 44 anos, o atleta terminou a final dos 100m masculino da classe T53 na quarta colocação, com o tempo de 15s41. O tailandês Pongsakorn Paeyo foi ouro ao anotar o novo recorde paralímpico da prova com 14s20. A prata ficou com o canadense Brent Lakatos (14s55) e o bronze com o saudita Adbulrahman Alqurashi (14s76).

Os brasileiros Felipe Gomes e Lucas Prado foram eliminados nas semifinais dos 100m rasos, classe T11. Felipe correu na primeira bateria, ao lado do guia Jonas Silva, e chegou em último, com 11s68, oitavo tempo na classificação geral. Lucas correu a segunda semifinal e ficou em terceiro, com 11s44, com o guia Anderson Machado.

Tiro com arco

Rejane Cândida da Silva foi eliminada pela britânica Victoria Rumary, ao perder para a oponente por 115 a 107.

* Com assessoria de comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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