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PBH propõe reajuste de 4,11% para servidores municipais

PBH propõe reajuste de 4,11% para servidores municipais

Foto: Reprodução/Fabiano Domingues/PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou, nesta segunda-feira (18), uma proposta de reajuste salarial de 4,11% para os servidores municipais. O índice corresponde à inflação acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC.

A proposta foi anunciada em reunião com sindicatos que representam categorias do funcionalismo. O encontro estava previsto para o dia 25, mas foi antecipado após pedido de entidades sindicais, especialmente ligadas à Educação.

Pelo texto apresentado pela PBH, o reajuste terá efeito financeiro retroativo a 1º de maio. Cerca de 57 mil agentes públicos efetivos devem ser alcançados pela medida. Somado ao reajuste de 2,4% aplicado em janeiro, o índice anunciado agora levaria o ganho acumulado em 2026 a 6,61%, segundo a administração municipal. Em 2025, os servidores também receberam reajuste de 2,49%.

Apesar da recomposição inflacionária, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte, o Sindibel, avalia que a negociação ainda não está encerrada. Em resposta à DeFato, a entidade afirmou que o percentual de 4,11% repõe a perda salarial da data-base de 1º de maio, mas não resolve demandas específicas das categorias.

“O índice basicamente recompõe a perda salarial na data-base, contudo, todas as categorias têm também pautas específicas, sendo algumas econômicas em razão de distorções salariais, em relação ao que se paga entre cargos da própria PBH ou em relação ao que se paga no mercado privado. A avaliação do índice de reposição depende de retorno da PBH em relação a essas pautas, o que não foi feito até agora”, informou o sindicato.

Entre os pontos citados pela Sindibel estão diferenças salariais entre funções dentro da própria prefeitura e defasagens em relação a remunerações praticadas em outros municípios ou no setor privado. O sindicato mencionou, como exemplo, a situação de enfermeiros da capital, que receberiam menos do que profissionais da mesma área em cidades da Grande BH. A entidade também citou os agentes de serviço de saúde, que, segundo o Sindibel, exercem atribuições semelhantes às de técnicos, mas com salários menores.

A PBH afirma que, desde 2025, adotou medidas voltadas ao funcionalismo, como criação da data-base, novas progressões por escolaridade, reajuste no vale-refeição e ajuda de custo de alimentação para jornadas inferiores a oito horas.

Para o sindicato, porém, os avanços não ocorreram da mesma forma para todas as categorias. A entidade afirma que algumas tiveram respostas consideradas insuficientes e outras ainda acumulam distorções salariais sem solução.

A proposta ainda depende dos próximos passos da negociação entre a prefeitura e os representantes dos servidores.

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