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Pedidos de vista ‘limpam’ pauta da Câmara de Itabira

A pauta da reunião ordinária da Câmara de Vereadores de Itabira nesta terça-feira, 5 de dezembro, tinha quatro projetos para serem votados, mas nenhum deles chegou a ser apreciado. Todos foram retirados para vista pelos oposicionistas Weverton Vetão (PSB), Reginaldo Santos (PTB) e Agnado Enfermeiro (PRTB), que tem adotado posicionamento crítico ao governo municipal nos últimos encontros do Legislativo.

O primeiro projeto retirado para vista, por Agnaldo Enfermeiro, foi o que estabelece o orçamento de Itabira para o ano que vem. A receita e a despesa do município para o ano que vem está estimada em R$ 489.212.514,00. A matéria teria votação em turno único, mas fica para a semana que vem.

Também em turno único, os vereadores votariam o projeto que altera dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo o governo, a medida é necessária para readequar previsões de arrecadação que se mostraram discrepantes desde que o documento foi enviado ao Legislativo. A matéria foi retirada para vista do vereador Reginaldo Santos.

Reginaldo também pediu vista ao projeto de autoria da Mesa Diretora da Câmara que reduziria o salário de 24 funções comissionadas do Legislativo. Segundo o presidente Neidson Freitas (PP), a medida visa readequar a Casa à queda no orçamento prevista para o ano que vem, que pode chegar a até 15% em relação a 2017. A economia prevista é de R$ 1,18 milhão.

Por fim, Weverton Vetão tirou de pauta o projeto de resolução que aprova os relatórios contábeis da Câmara de Itabira referentes ao mês de outubro. O vereador afirmou que quer estudar melhor os números antes de dar seu voto.

Foi a primeira vez na atual legislatura que pedidos de vista limparam completamente a pauta do dia. Questionado sobre o fato, o presidente Neidson Freitas adotou discurso diplomático e disse não ver qualquer problema nisso. Pelo contrário, ele elogiou os colegas pelo “empenho em estudar melhor os projetos”. “Isso representa envolvimento dos vereadores com os projetos apresentados na Câmara”, disse.

Sobre o projeto que reduz os salários de comissionados na Câmara, o presidente afirmou que a retirada de pauta não atrasa seu planejamento para o ano que vem: “Caso, por ventura, alguma vista venha atrasar a tramitação, nós temos a prerrogativa de convocar as reuniões extraordinárias para adequar os projetos ao tempo necessário”.

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