Uma das memórias mais remotas que tenho sobre futebol é relacionada à Copa do Mundo de 1998. Lembro-me bem da vitória do Brasil por 3 a 2 sobre a Dinamarca, nas quartas de final; do triunfo nos pênaltis diante da Holanda, na semifinal; e da derrota por 3 a 0 para a anfitriã França, na decisão. Eu era um garotinho de 5 anos que começava a gostar do esporte por influência de um tio. Minha frustração deu lugar à alegria em 2002, quando aos 9 anos, um pouco mais entendido de bola, vibrei com as atuações decisivas de Rivaldo e Ronaldo na caminhada rumo ao penta em cima da Alemanha no Japão.
Quando eu nasci, em 1992, Pelé tinha 52 anos e estava aposentado desde 1977, época em que vestiu a camisa do New York Cosmos, dos Estados Unidos. Não tive a sorte de assisti-lo ao vivo, porém ouvi relatos encantados de pessoas mais velhas, como meu pai, meu tio e meu padrinho – os três acima dos 60 anos -, além de ex-jogadores e colegas de imprensa na mesma faixa etária. E felizmente a televisão e a internet me permitiram ver gols, dribles, arrancadas, assistências e jogos completos do Rei do Futebol, que morreu nessa quinta-feira (29/12), aos 82 anos, após um ano de luta contra um câncer no cólon.
Imagens – Pelé foi o craque da Copa do Mundo de 1970, conquistada pelo Brasil

