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Perícias do INSS passam a ser feitas por videoconferência, acabando com filas para concessão de benefícios

A adoção da videoconferência provocará uma redução na fila da concessão- Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete uma mudança que vai reduzir as longas filas de espera para concessão de benefícios, por meio da digitalização total das perícias médicas.

A partir de 2026, os beneficiários poderão ser avaliados por videoconferência, sem a necessidade de locomoção a uma agência física, beneficiando também pessoas que vivem em regiões mais remotas ou com poucos médicos, segundo informações do Ministério da Previdência Social.

A transformação teve início em 2024 com o projeto Perícia Conectada, que já superou os 158 mil atendimentos remotos no país, permitindo que o segurado compareça a uma unidade do INSS mais próxima, onde é atendido por vídeo por um perito localizado em outro estado.

O processo resulta em deslocamentos menores, maior capilaridade do serviço e uma média de tempo de análise de até 40% mais rápida.

O Ministério da Previdência planeja expandir o modelo a partir de 2026, integrando todas as modalidades de perícia, como as de incapacidade temporária quanto as de revisão de benefícios e auxílio assistencial (BPC/LOAS).

O enquanto ministro da Previdência, Carlos Lupi prometia eliminar as filas de espera até 2026 e, a chegada de mais 500 peritos médicos federais, anunciada em setembro de 2025, faz parte da preparação desse modelo digital, distribuindo esses agentes especialmente nas regiões Norte e Nordeste, mais carentes de peritos e provocando maior lentidão dos atendimentos aos beneficiários.

Apesar dos avanços e benefícios do projeto, existem desafios a serem vencidos, segundo especialistas: a digitalização total em áreas de baixa conectividade, pode tornar o acesso inviável. Casos complexos , como perícias de longa duração ou que exigem exames físicos mais detalhados, deverão continuar presenciais.

Outro ponto de atenção é a segurança dos dados: O INSS deverá reforçar a proteção de informações sensíveis dos beneficiários, principalmente imagens e prontuários médicos.

*Fonte: CPG

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