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Petrobras continua praticando preços superiores aos internacionais

Brasileiros continuam pagando um preço mais elevado pela gasolina- Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mesmo com a sequência na queda de preços do petróleo no mercado internacional e da valorização do real, a Petrobras segue praticando em suas refinarias preço superior à referência internacional (paridade de preços de importação-PPI), segundo constatação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), em seu Boletim de Preços de outubro. O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, em setembro permaneceu 12% acima do PPI, a maior diferença registrada neste ano.

A publicação analisa o histórico mensal dos preços doscombustíveis no país (gasolina C, diesel S10, GLP e etanol hidratado).

Os dados são embasados nos registros feitos mensalmente pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essa edição analisa os dados de setembro de 2025.

O valor de referência internacional permanece abaixo dos preços praticados pela estatal há mais de três meses e supera a média de diferença observada antes do reajuste que reduziu os preços no início de junho.

Além disso, o preço do GLP permanece alinhado ao PPI nos últimos meses. O diesel, após uma elevação momentânea entre junho e agosto, teve os valores de referência internacional voltando a se aproximar dos preços praticados pela Petrobras.

“Esse cenário indica que há espaço para uma nova redução nos preços da companhia, especialmente da gasolina, sem comprometer de forma significativa seus resultados operacionais”, cita o boletim.

O Instituto ressalta que a parcela de distribuição nos preços dos combustíveis tem crescido no decorrer do ano e é muito significativa na composição global: gasolina, de 15,5% para 21%, diesel, de 14,4% para 17,2%, e GLP, de 48,4% para 51,1%, ou seja, mais da metade do preço total do produto.

Em setembro, o deputado federal, Guilherme Boulos, hoje nomeado ministro da Secretária-geral da Presidência, protocolou um projeto de lei na Câmara exigindo que os postos exibam na nota fiscal toda composição do preço da gasolina e do diesel, ampliando a cobrança também para os botijões de gás de cozinha.

A qualidade e os preços dos combustíveis foram tema de audiência pública na Câmara dos Deputados no final de setembro.

Fonte: AEPET

 

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