Oito militares do Exército foram chamados à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, para depoimentos sobre os acontecimentos do dia 8 de janeiro.
A instituição pretende entender a possível participação, como proteção aos manifestantes que se instalaram à frente do Quartel General do Exército e depois se deslocaram para os prédios do Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto, promovendo destruição do patrimônio público.
Os militares serão ouvidos no mesmo local onde ficaram presos os extremistas. Testemunhas e investigados ouvidos, afirmaram em seus depoimentos, que o Exército impediu a prisão dos criminosos no dia dos atos antidemocráticos.
Dentre os convocados para o depoimento, encontra-se o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, então chefe do Comando Militar do Planalto, além do tenente-coronel Jorge Fernandes da Hora, do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), responsável pela segurança do Palácio do Planalto.
Dois meses antes dos atos de vandalismo, o Exército, segundo documentos obtidos pela PF, deixou que os acampados atacassem fiscais do governo do Distrito Federal que tentavam remover barracas com com alimentos e outros mantimentos utilizados para dar sustentação às suas permanências no local.
Corroboram essas informações a denúncia do ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Fábio Vieira, que acusou os militares do Exército de impedirem a atuação dos seus comandados no acampamento.
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo e relator do inquérito que investiga os atos golpistas, entende que os envolvidos sejam julgados pela Corte, e não na Justiça Militar, já que os ataques foram contra a sede do tribunal e evidencia uma tentativa de golpe de Estado.

