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PF flagra conversas entre ex-assessor da Casa Civil e ex-militar tramando golpe de Estado

golpe de Estado

O ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Foto: Anderson Riedel/PR

Interceptações feitas com autorização judicial, no âmbito da investigação da fraude dos cartões, flagraram conversas em áudio sobre a trama de um golpe de Estado entre o coronel Elcio Franco, ex-número 2 do Ministério da Saúde e assessor da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, e o ex-major Aílton Barros, detido na semana passada.

No diálogo entre os dois, o cel. Elcio Franco demonstra saber e dá sugestões de como mobilizar 1,5 mil homens das Forças Armadas para um golpe de Estado.

Os dois mencionam unidades do Exército e alguns comandantes para a execução do plano, sugerindo acionar o Batahão de Operações Especiais do Exército para atropelarem Freire Gomes, até então comandante, caso refutasse o golpe.

Barros e Franco comentam um certa resistência de Freire Gomes em colocar a tropa na rua para fechar o Congresso Nacional e prender os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para a tomada do poder pelos militares.

As informações são da CNN, que divulgou na segunda-feira (8) trechos da conversa entre os rebeldes:

“Olha, eu entendo o seguinte: é Virgílio (comandante de um batalhão imporante do Exército). Essa enrolação vai continuar acontecendo. O Freire não vai. Você não vai esperar dele que ele tome a frente nesse assunto, mas ele não pode impedir de receber a ordem. Ele vai dizer, morrer de pé junto, porque ele tá mostrando. Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? Qual foi a sua assessoria? Ele tá indo pra pior hipótese. E qual, qual é a pior hipótese?”, diz Elcio.

Franco prossegue:

“Ah, deu tudo errado, o presidente foi preso e ele tá sendo chamado a responder. Eu falei, ó, eu, durante o tempo todo (ininteligível) contra o presidente, pô, falei que não, não deveria fazer, que não deveria fazer e pronto. Vai pro tribunal de Nurenberg desse jeito. Depois que ele me deu a ordem por escrito, eu, comandante da Força, tive que cumprir. Essa é a defesa dele, entendeu? Então, sinceramente, é dessa forma que tem que ser visto”.

Na sequência, em outro trecho, Barros diz a Franco:

(É preciso convencer) o general Pimentel. Esse alto comando de m…que não quer fazer as p…é preciso convencer o comandante da Brigada de Operações Especiais de Goiânia a prender o Alexandre de Moraes.

Vamos organizar, desenvolver, instruir e equipar 1500 homens”.

Segundo a CNN, Aílton Barros também discutiu detalhes da tentavida de um golpe de Estado com Mauro Cid. Os advogados de Barros, Franco e Mauro Cid não se pronunciaram, ainda, sobre as revelações da CNN.

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