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PF investiga desvio de R$ 1,2 milhão em caixa de escola estadual em São Gonçalo do Rio Abaixo

PF investiga desvio de R$ 1,2 milhão em caixa escolar de São Gonçalo do Rio Abaixo

Foto: Reprodução/Google Maps

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (10) em uma investigação que apura o desvio de recursos da Caixa Escolar da Escola Estadual Desembargador Moreira dos Santos, em São Gonçalo do Rio Abaixo. A operação, chamada Raiz do Problema, apura suspeitas de peculato e uso indevido de verbas federais e estaduais destinadas ao funcionamento da unidade e ao fornecimento da merenda escolar.

A investigação começou após denúncias sobre cheques emitidos para compra de notebooks que voltaram por falta de fundos. Uma auditoria da Superintendência Regional de Ensino indicou retiradas de valores das contas da Caixa Escolar sem qualquer justificativa ou comprovação. Parte do dinheiro foi enviada diretamente para contas pessoais, e empresas passaram a receber quantias relevantes sem apresentação de documentos fiscais ou descrição clara dos serviços.

O desvio comprometeu o fornecimento de alimentos, e o município precisou doar itens básicos para impedir o desabastecimento temporário da escola. A reprovação das contas de 2023 também coloca em risco a continuidade de repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para o ano seguinte.

Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação em uma das contas específicas para alimentação escolar. Foram identificadas despesas sem comprovação superiores a R$ 152 mil, incluindo R$ 107,5 mil repassados à namorada do principal investigado. A operação também encontrou notas fiscais de R$ 5 mil referentes a suposta manutenção de computadores. Um laudo técnico concluiu que os equipamentos eram sucatas sem possibilidade de uso, reforçando as suspeitas de fraude.

De acordo com a PF, o investigado chegou a bloquear o acesso ao sistema financeiro da Caixa Escolar e retirou os valores restantes das contas após a visita da comissão de apuração. Diligências ainda mostram que empresas mencionadas na prestação de contas estavam fechadas ou sem atividade aparente.

A estimativa é que os desvios ultrapassem R$ 1,2 milhão, somando recursos de origem federal e estadual. A investigação continua para confirmar a participação de outras pessoas e mapear o destino final das verbas.

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