Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), confirma que a corporação ainda investiga se Jair Messias Bolsonaro (PL) utilizou o cartão de vacinação supostamente adulterado para ter acesso aos EUA.
Para Andrei, primeiro é importante identificar os possíveis crimes cometidos. Para depois analisar em inquéritos se houve outras ocorrências de delitos relacionados à fraude, inclusive em outros países.
Em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (4), Andrei disse que “há uma discussão sobre o uso do documento em que nada toca sobre os crimes dessa investigação. Mas, sabendo que foi usado esse documento, há a ocorrência de outros crimes, inclusive no estrangeiro”.
Na quarta-feira (3), Bolsonaro afirmou “que o governo americano nunca exigiu seu comprovante de vacinação nas visitas que realizou ao país, e que não houve adulteração em seu cartão de vacinas”.
Questionado sobre uma oitiva com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o diretor da PF disse que a instituição está em contato com as defessas dos alvos da operação para os depoimentos a serem feitos e que a corporação já disponibilizou os autos do processo para seus advogados.
Embora tenha negado a possibilidade de outros inquéritos a partir de informações descobertas nas análises dos itens apreendidos durante a operação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), afirmou que essa decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

