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Plenário derruba parecer contrário à isenção da taxa mínima em Monlevade

Reuniões ordinárias s - Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

O Plenário da Câmara de João Monlevade derrubou o parecer da Comissão de Legislação e Justiça pela inconstitucionalidade do projeto que concede isenção da taxa mínima. Assim, a proposta da Prefeitura seguirá tramitando no Legislativo, com chances de ser aprovada.

A votação foi muito tumultuada, e rendeu discussão até mesmo após sua conclusão. Votaram contrários ao parecer da comissão, ou seja, favoráveis à continuidade da tramitação da proposta os vereadores Lelê do Fraga (PTB), Toninho Eletricista (PHS), Fábio da Prohetel (PP), Vanderlei Miranda (PL), Sinval Dias (PSDB) e o presidente da Câmara, Leles Pontes (Podemos). Foram favoráveis ao parecer e consequentemente, contrários à tramitação os vereadores Belmar Diniz e Gentil Bicalho (ambos do PT), Pastor Carlinhos (MDB) e Thiago Titó. Se abstiveram de votar Cláudio Cebolinha (PTB), Tonhão (PPS) e Revertrie (MDB). Não votaram por ausência Guilherme Nasser (PSDB) e Djalma Bastos (PSD).

Entenda a polêmica

A proposta é polêmica e divide a opinião dos vereadores. Isso porque alguns acreditam ser de competência do município gerir questões referentes à tarifa de água. Já os pareceres jurídicos da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico (Arisb-MG), e da Procuradoria da Câmara Municipal são pela inconstitucionalidade. Ainda assim, a prefeita Simone Carvalho Moreira (PSDB), insiste na votação da proposta.

À época, o diretor geral da agência, Ananias Coelho, deixou claro que isenção é proveniente de receita tarifária e cabe à agência reguladora deliberar sobre a questão. “Os senhores vereadores podem até aprovar a proposta, mas isso não quer dizer que ela será implantada. Não cabe aos senhores, nem à Prefeitura, determinar isso. Seria ingerência”, afirmou o diretor-geral, que completou que “matriz tarifária vai muito além de conta de padaria”.

 

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