Na noite de segunda-feira (15), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi chamada para atender uma ocorrência da Lei Maria da Penha no bairro Nova Monlevade, em João Monlevade. De acordo com o boletim de ocorrência, um homem, sob o efeito de entorpecentes, agrediu a sua mãe — ele, inclusive, agarrou o pescoço da vítima e, com um faca, a ameaçou de morte.
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Com a chegada da viatura da Polícia Militar, a vítima conseguiu se desvencilhar do suspeito e abrir o portão da garagem para que os militares pudessem entrar na residência. Nesse momento, o homem, ainda de posse da faca, partiu em direção dos policiais, que deram ordem para que ele cessasse a agressão e soltasse a faca.
O suspeito não obedeceu às ordens da PMMG e, diante de uma iminente agressão com faca, o que poderia ser fatal, um dos policiais efetuou um disparo de arma de fogo, sem, contudo, atingir o homem — que ficou acuado e correu para os fundos da casa e tentou pular o muro, mas sem sucesso.
Como não conseguiu fugir, o homem retornou para a casa, ainda de posse da faca, e tentou agredir o seu padrasto. Diante da nova investida, um dos policiais voltou a pedir para que ele largasse a arma e se rendesse, o que, mais uma vez, não foi obedecido. Assim, com objetivo de proteger as vítimas, o militar disparou contra o suspeito.
O policial errou o tiro e acertou o padrasto, que foi socorrido imediatamente. Porém, a vítima não resistiu ao ferimento e veio a óbito — confirmado por um médico do Hospital Margarida.
Novo capítulo
Após o padrasto ser baleado, o suspeito conseguiu fugir. A Polícia Militar deu continuidade às diligências e, na manhã desta terça-feira (16), conseguiu prender o homem, que aparentava estar sob efeito de drogas — conforme a sua mãe havia alegado ao pedir socorro pelo telefone 190.
Em depoimento aos policiais, o suspeito disse que lembrava apenas de ter brigado com os seus familiares, que, segundo ele, queriam a sua morte. O homem também disse que seus parentes chamaram a PMMG e, com a chegada dos policiais, ele fugiu pelo mato. O suspeito, ainda, alegou que “o diabo se manifestou nele”.
O homem foi preso por tentativa de homicídio e apresentado ao delegado para as devidas providências e apurações.
Corregedoria
A Polícia Judiciária Militar está apurando os disparos realizados pelos policiais durante a ação. Até o momento, provas testemunhais apontam para uma ação legítima da Guarnição da PMMG, que agiu no cumprimento do seu dever para evitar a morte da mãe do suspeito e agressões aos próprios militares e ao padrasto.
O caso será investigado pela PMMG por meio de Inquérito Policial Militar e pela Polícia Civil.
