A 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Itabira concluiu o inquérito sobre a morte de uma bebê de apenas cinco meses, que faleceu em um “hotelzinho infantil”, no bairro Gabiroba, em Itabira. O caso, ocorrido em junho deste ano, estava sob investigação. De acordo com o laudo de necropsia elaborado pelo Médico Legista, a morte ocorreu devido à asfixia mecânica por sufocação direta, causada pela broncoaspiração de conteúdo lácteo.
O Perito Criminal que esteve no local dos fatos indicou que a morte não foi determinada por ação de terceiros, caracterizando-a como uma morte por motivo trágico – parada cardiorrespiratória. Consequentemente, o Delegado de Polícia concluiu as investigações sem o indiciamento das investigadas, pois não havia indícios suficientes de negligência por parte delas.
Ele justificou sua decisão afirmando que “não há evidência, com base nas provas apresentadas, de que as investigadas tenham negligenciado um dever de cuidado, o que descarta a ocorrência do crime de homicídio culposo’’.
Relembre o caso
No dia 28 de junho de 2023, uma criança de cinco meses foi encontrada desfalecida em um estabelecimento privado de cuidados para bebês (creche) na cidade de Itabira. Ela foi imediatamente encaminhada ao PSF local pela proprietária e uma funcionária. No entanto, ao chegar ao PSF, a vítima estava em parada cardiorrespiratória e, apesar dos esforços da equipe médica, não foi possível evitar o óbito.
Às funcionárias do posto do Programa de Saúde da Família (PSF) afirmaram que estavam trabalhando normalmente quando duas mulheres chegaram pedindo por socorro, alegando que a criança havia engasgado e não estava respirando. De imediato, os profissionais da unidade iniciaram o atendimento e solicitaram o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou a unidade de suporte avançado (USA) para o local.
Os socorristas deram prosseguimento ao atendimento e realizaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar por cerca de 30 minutos, mas não obtiveram sucesso e o médico constatou o óbito. Em conversa com os policiais, as mulheres contaram que a criança havia amamentado por volta das 14h30 e, em seguida, foi colocada em um berço. Um tempo depois, elas notaram que a bebê estava ficando com a pele avermelhada.

