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Polícia Civil conclui investigação e Ramírez, do Bahia, é indiciado por injúria racial

Ramírez

A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (4), a investigação sobre a denúncia de injúria racial de Gerson, do Flamengo, contra “Índio” Ramírez, do Bahia. O inquérito, que agora será encaminhado ao Ministério Público (MP), aponta que o atleta do clube nordestino realmente proferiu a frase “cala a boca, negro”, como havia denunciado o flamenguista. As informações são do GE.

O caso ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado, na vitória do Flamengo sobre o tricolor baiano por 4 a 3, em partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão. À época, o meio-campista flamenguista acusou Ramírez de ter dito a ele a frase “cala a boca, negro”, ao passo que o atleta colombiano negou a acusação e afirmou ter dito “joga rápido, irmão”.

Caberá, agora, ao Ministério Público decidir se apresentará a denúncia ou não. O Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD) também participa das investigações.

Recorrentemente elogiado pela preocupação com pautas extra-campo e posicionamentos em redes sociais, o Bahia havia agido já no mesmo domingo em que ocorreu o caso. Na oportunidade, o Tricolor de Aço afastou o atleta por alguns jogos e contratou especialistas em leitura labial que pudessem ajudar na apuração.

O técnico Mano Menezes, que também foi bastante criticado pelo episódio por ter contestado a denúncia de Gerson, foi demitido pelo clube naquele mesmo domingo. No entanto, a diretoria do Bahia argumentou que a demissão era por fatores técnicos e nada tinha a ver com a postura do treinador diante da acusação de racismo.

Resta saber qual será a postura do clube diante da investigação da Polícia Civil. Flamengo e Bahia ainda não se pronunciaram sobre o mais novo episódio referente ao caso.

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