A Polícia Civil irá fazer várias ações de combate ao tráfico de drogas em João Monlevade, em especial após o assassinato do 3º Sargento Célio Ferreira, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, ocorrido no último fim de semana. Segundo o delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, serão iniciadas várias investigações paralelas, não focadas apenas no bairro São João, onde o crime ocorreu.
Muitas ações já estavam sendo executadas, antes mesmo do crime. O delegado ainda informou que estas serão reforçadas, bem como outras diligências serão implantadas, sempre em sigilo para que não sejam comprometidas.
O crime
Célio Ferreira foi assassinado justamente no combate ao tráfico de drogas. Ele, que estava de plantão no comando do Tático Móvel, atendeu a uma ocorrência de um pai, que acionou a PM, informando que dois homens iriam até sua casa para matar o filho, que é menor de idade e usuário de drogas. O motivo seria porque o jovem teria pego drogas para vender, mas ao invés disso, fez uso delas. O chefe do tráfico na região, que foi preso após o assassinato, teria dado ordens para que os dois matassem o menor. Desesperado, o pai acionou a Polícia Militar.
O sargento Célio foi ao local, acompanhado de dois policiais. Os jovens foram surpreendidos pelos militares, e acuados, fugiram correndo. Célio alcançou um deles, C.R.R.M., que completou 18 anos no dia 18 de julho. Este, de posse um revólver calibre 38, deu pelo menos três disparos, sendo um fatal, que acertou a cabeça do policial. Apesar de priorizarem o resgate do sargento Célio, os outros dois policiais conseguiram reconhecer o autor dos disparos e o comparsa, de 20 anos, capturando-os cerca de quatro horas depois. Célio Ferreira não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Margarida, quando era preparado para ser transferido de helicóptero para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Comoção
O velório do 3º sargento Célio Ferreira provocou grande comoção não só em João Monlevade, mas também em todo o estado. O governador Romeu Zema (Novo) se pronunciou, bem como várias autoridades locais. A prefeita Simone Carvalho Moreira (PSDB), além de vários vereadores prestaram reverência ao PM, que morreu durante exercício do trabalho.
O corpo de Célio foi velado em Monlevade até por volta das 16h, quando passou em cortejo em frente à sede da 17 Cia., sendo reverenciado pelos policiais militares, policiais civis, voluntários do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) e muitos populares. A esposa do policial, Mislene Ferreira, recebeu as bandeiras do Brasil e do Tático Móvel. Confira abaixo, nos vídeos feitos pela equipe DeFato:
Após a cerimônia, o cortejo seguiu sentido BR-381. Havia duas viaturas da PM, duas viaturas da Polícia Civil, oito viaturas do Sevor, além de populares. Por onde passaram, a população aplaudia e motoristas e motociclistas buzinavam, em reverência ao 3º sargento Célio Ferreira. O corpo dele foi velado ainda no domingo na casa da mãe, em Paramirim, município da Bahia, terra natal do policial. Foi feita missa de corpo presente e cortejo pela cidade. Ele foi enterrado em cemitério local.
Confira vídeo do cortejo:

