A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante, na segunda-feira (9), o principal suspeito de assassinar a ex-namorada, uma mulher de 57 anos, que estava desaparecida desde o dia 1º de junho em Belo Horizonte. O suspeito, de 31 anos, foi localizado em uma pousada no município de Santo Antônio do Amparo, na região Centro-Oeste do Estado.
As investigações, conduzidas pela Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida (DRPD), apontaram para a prática de feminicídio. O casal manteve um relacionamento amoroso por mais de 15 anos, marcado por episódios recorrentes de violência doméstica. Recentemente, a vítima vinha sendo alvo de chantagens emocionais praticadas pelo investigado.
De acordo com o delegado responsável, Alexandre Oliveira da Fonseca, o suspeito exigia valores em dinheiro da vítima sob o pretexto de manter o relacionamento. “Inclusive, ela contraiu um empréstimo bancário de R$ 5 mil para atender às exigências dele, mas, mesmo assim, ele continuou pressionando por mais R$ 2.400”, revelou.
Dinâmica do crime
Imagens de câmeras de segurança mostraram o suspeito acompanhando a vítima durante um saque bancário em Belo Horizonte no dia do desaparecimento. Mais tarde, a mulher foi vista embarcando com o suspeito em um veículo de aplicativo, em direção a uma área de mata no bairro Jardim Vitória. Testemunhas relataram que ela estava embriagada e precisou ser carregada por ele, o que indicava um estado de vulnerabilidade extrema.
As mesmas câmeras flagraram o suspeito deixando sozinho o local minutos depois. O corpo da vítima foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), com apoio de cães farejadores, apresentando ferimentos na região da cabeça.
Captura do suspeito
Após o corpo ser localizado, a Polícia Civil iniciou as buscas pelo suspeito, que foi preso em flagrante por ocultação e destruição de cadáver. Dois celulares e chips foram apreendidos durante a abordagem.
A delegada Ingrid Estevam, chefe da DRPD, destacou a integração das forças de segurança na operação: “Esse caso mostra a importância do trabalho conjunto e da celeridade nas ações investigativas”.
Além do feminicídio, o investigado pode responder também pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver e furto qualificado mediante fraude. Ele possui antecedentes por roubo e porte ilegal de arma de fogo.
Denúncia e prevenção
A Polícia Civil reforça a importância da denúncia em casos de violência doméstica e feminicídio, que podem ser feitas de forma anônima pelos números 180, 181 ou presencialmente nas delegacias da Polícia Civil.

