Agentes da Polícia Federal realizaram nesta manhã de sexta-feira (18) uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a partir de agora passará a usar tornozeleira eletrônica e será monitorado por 24 horas, sem que possa sair de sua residência entre as 19 horas e as 7 horas da manhã.
A operação acontece por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que também estipulou que o ex-presidente não pode utilizar as redes sociais, se comunicar com autoridades estrangeiras e nem mesmo com o seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, momentaneamente residindo nos Estados Unidos.
A operação aconteceu em sua residência em Brasília e endereços ligados à sua legenda, Partido Liberal (PL).
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ação determinada contra Bolsonaro se deve ao temor de que ele possa pedir asilo político na embaixada norte-americana.
A operação da PF ocorre em um momento de tensão diplomática entre o Brasil e os EUA, que teve como estopim a imposição de uma tarifa de 50% aos exportadores brasileiros, a maior entre os parceiros comerciais e, possivelmente, por sua amizade com o ex-presidente brasileiro que, segundo Trump, vem sofrendo perseguição da Justiça e do governo Lula.
Está em curso, também, uma investigação comercial do governo Trump contra o Brasil, que acusa a importação de produtos asiáticos (principalmente chineses) com isenção tarifária, em detrimento dos produtos do seu país.
Na noite desta quinta-feira (17), Trump divulgou uma carta endereçada a Bolsonaro reiterando seu apoio diante do que chamou de “terrível tratamento” dado pela Justiça brasileira, ressaltando que espera que a ação penal contra seu amigo acabe “imediatamente”.

