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Polícia indicia cinco pessoas por morte da dentista Adriana Duarte

Corpo de Adriana Duarte Oliveira foi encontrado com sinais de violência em novembro do ano passado. (Foto: Reprodução / Rede social)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) comunicou que cinco pessoas foram indiciadas por latrocínio, quando o roubo resulta em morte, no caso do assassinato da cirurgiã-dentista Adriana Duarte de Oliveira, de 46 anos, moradora de Itambé do Mato Dentro. O corpo da vítima foi encontrado no ano passado, dia 27 de novembro, parcialmente carbonizado, dentro de uma rede desativada da Copasa, em Ribeirão das Neves.

Entre os indiciados, estão três homens um de 22 e dois de 43 anos, e duas mulheres, de 35 e 42. O suspeito de 22 anos assumiu a participação no crime e alegou que a intenção dele e dos comparsas, de 43 anos, era roubar o dinheiro da vítima. Adriana teria contratado os serviços dos homens, que trabalhavam como pedreiros e servente, para a construção na casa dela, localizada em Itambé do Mato Dentro, próximo a Itabira. Os três investigados estão presos pelo crime. A mulher de 35 anos é procurada e a suspeita de 42 responde pelo crime em liberdade.

As investigações iniciaram em Belo Horizonte, pela Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, já que a família de Adriana registrou o desaparecimento dela no dia 25 de novembro, e, posteriormente, foram encaminhadas para a Delegacia Especializada de Homicídios, em Ribeirão das Neves.

Investigação

Diversos dados a respeito do crime foram recuperados no celular da suspeita de 35 anos e demonstraram que ela tinha conhecimento e, até mesmo, colaborou para os crimes. Esses dados contrariam a versão apresentada pela investigada em depoimento à polícia. Fotos e vídeos indicaram que a investigada ficou com a câmera fotográfica e os euros roubados da vítima.

Ainda por meio da análise de imagens de segurança, a polícia identificou o momento em que o servente e a mãe dele, a suspeita de 42 anos, abandonaram o carro da vítima e caminharam pela região central de Ribeirão das Neves.

O crime

Segundo investigações da PCMG, na noite do dia 25 de novembro, os três suspeitos, no carro de um dos pedreiros, foram até o apartamento da vítima, em Belo Horizonte. O servente, de 22 anos, chamou pela vítima alegando que precisava falar sobre a obra porém, entrou no apartamento da mulher em busca de objetos de valor com uso de uma réplica de pistola. À época, ele levou uma câmera fotográfica, um tablet, dois smartphones, um notebook, além de moedas estrangeiras e algumas nacionais antigas.

As investigações concluíram que em seguida, o suspeito obrigou a dentista a entrar no carro dela, levando-a ao encontro dos outros dois comparsas. Os homens conduziram a mulher até uma estação de tratamento de esgoto desativada, acessível por uma estrada de terra no bairro Tocantins, em Ribeirão das Neves, onde a vítima foi morta por carbonização.

 

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