Dois suspeitos, um homem de 26 anos e uma mulher de 41, foram presos em flagrante na terça-feira (3), em Belo Horizonte, durante uma ação da Polícia Civil de Minas Gerais que apura a comercialização ilegal de medicamento de uso controlado associado a processos de emagrecimento. A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos, após denúncias sobre venda de substâncias com comércio proibido no país.
De acordo com a Polícia Civil e informações divulgadas pelo Estado de Minas, o medicamento era ofertado por redes sociais e aplicativos de mensagens, com venda por entrega e também por retirada em um estabelecimento físico. Durante monitoramento, policiais observaram movimentação frequente de entregadores e abordaram um motoboy após receber um pacote do proprietário da loja investigada. No material, foi encontrado um kit com o produto já preparado em seringa, pronto para aplicação.
A investigação avançou para endereços ligados aos suspeitos, com buscas que resultaram na apreensão de doses do medicamento, seringas já preenchidas, ampolas, materiais usados para armazenamento e transporte e cadernos com anotações contábeis. Também foram recolhidos aparelhos celulares e um carimbo médico. A Polícia Civil informou que o esquema incluía armazenamento em residência particular.
Ainda conforme o Estado de Minas, o homem relatou que obtinha o produto com uma mulher que se apresentaria como responsável por orientar clientes e prescrever o uso. A suspeita foi localizada na região do Barreiro e, com ela, foi encontrado um carimbo com número de registro médico. A mulher negou ser médica, mas a polícia apura indícios de que ela se passava por profissional da medicina.
Os suspeitos foram autuados por comercialização de medicamento proibido e, no caso da mulher, também por exercício ilegal da medicina. A Polícia Civil informou que as apurações seguem para identificar a origem dos produtos e outros possíveis envolvidos.

