A Polícia Civil investiga o feminicídio de Priscila Azevedo Mundim, 46 anos, morta na madrugada de sábado (16), dentro do apartamento do namorado, no bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste de Belo Horizonte. O principal suspeito é o policial penal Rodrigo Caldas, de 45 anos, que estava afastado das funções por motivos psiquiátricos desde janeiro de 2024. Após o crime, ele tentou tirar a própria vida com um golpe de faca no abdômen e foi socorrido ao Hospital João XXIII, onde permanece internado sob escolta. Segundo relatos, o casal namorava havia cerca de cinco meses.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que o servidor estava afastado por razões psiquiátricas e que seu armamento institucional havia sido recolhido.
Importante: relatos iniciais divergem sobre a dinâmica exata da morte (asfixia ou uso de arma branca). A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias e não divulgou laudo oficial até o momento.
Repercussão oficial
Em nota, a Sejusp lamentou o feminicídio e confirmou que o servidor não exercia atividades desde janeiro de 2024, por questões psiquiátricas, e que não tinha acesso a arma institucional. O caso é tratado como feminicídio pelas autoridades.
Despedida
O corpo de Priscila Azevedo Mundim foi sepultado no domingo (17), em Belo Horizonte. Amigos e familiares destacaram o perfil afetuoso da vítima e cobraram celeridade nas investigações.
Próximos passos do inquérito
Laudos periciais, do Instituto Médico-Legal (IML) e da Polícia Científica, vão definir a causa da morte e a dinâmica do crime.
A Polícia Civil deve indiciar o suspeito por feminicídio (art. 121, §2º, VI, do Código Penal), além de eventuais qualificadoras correlatas, após a coleta de provas e oitivas.
Concluída a investigação, o Ministério Público decide pelo oferecimento da denúncia à Justiça (procedimentos padrão em casos de feminicídio; a tipificação final depende do inquérito).
Dois casos de feminicídio envolvendo policiais penais foram registrados durante o fim de semana em MG
No mesmo fim de semana, Uberlândia registrou outro feminicídio: uma policial penal de 43 anos foi morta a tiros pelo companheiro, também policial penal, que cometeu suicídio em seguida, segundo a imprensa local.
Os dois casos acenderam alerta em entidades de classe e autoridades sobre saúde mental e violência de gênero nas forças de segurança.
DENUNCIE
Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência doméstica: ligue 190 (emergência), 180 (Central de Atendimento à Mulher), ou procure a Delegacia de Mulheres (DEAM) e a rede local de CRAS/CREAS.
Em BH, o serviço “Alô Mulher” (31 3277-4386) e a Casa da Mulher Mineira oferecem orientação e acolhimento.

