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“Por que aconteceu isso? Eram pessoas trabalhadoras”, questiona irmão de vítima

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Foto: Arquivo pessoal

Treze dias após matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, Lázaro Barbosa segue desaparecido.  Os parentes das vítimas ainda buscam respostas para o que aconteceu. O crime aconteceu no dia 9 de junho e, desde então, o homem está em fuga. Mais de 200 policiais estão tentando localizá-lo em Goiás

Valdevino Vidal de Oliveira, irmão de Cláudio Vidal, que é um dos assassinados, questiona: “Por que aconteceu isso? Eram pessoas trabalhadoras.” Entre as vítimas também estavam os filhos de Cláudio, Gustavo Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15. Além da esposa, Cleonice Marques, de 43 anos, que foi sequestrada pelo suspeito é encontrada morta três dias após o primeiro crime.

Em entrevista à TV Globo, Valdevino faz um apelo pela prisão de Lázaro. “O pessoal [polícia] precisa botar a mão nesse cara, para ele confessar o motivo da barbaridade. Que seja preso para que não faça algo desse tipo com outras famílias”, afirmou. 

Segundo Valdevino, a cunhada Cleonice era uma pessoa “fenomenal” e com um coração “cheio de bondade”. 

Sônia Maria Bezerra da Silva Oliveira, cunhada de Cláudio, afirmou que a angústia da família também é pela dúvida do que aconteceu com Cleonice. Ela foi encontrada sem roupas próximo a um córrego da região. O corpo estava com uma marca de tiro na nuca e com ferimentos nas orelhas.

Foto: Arquivo pessoal

Quase duas semanas

No domingo (20), a força-tarefa organizada na busca a Lázaro Barbosa chegou ao décimo segundo dia de trabalho. A polícia reforçou bloqueios nas estradas que ligam o distrito de Cocalzinho de Goiás a outros municípios. Até a noite deste sábado (19), um efetivo de 270 policiais procuravam o criminoso. Agora, eles trabalham com a hipótese de que ele possa coagir alguém a levá-lo no porta-malas do carro.

Em entrevista ao Correio Braziliense, um dos agentes afirmou que já é possível perceber a movimentação de motoristas deixando a área rural da região por medo do criminoso. Além disso, os moradores de zonas mais isoladas têm procurado espaços com melhor conexão e sinal de celular no perímetro urbano.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás afirma que as equipes estão cada dia mais conhecedoras das peculiaridades da área de atuação e do perfil de ação de Lázaro. A operação será mantida de forma intensiva, com ajuda das polícias militar e civil de Goiás e do Distrito Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE-DF).

* Com informações do G1

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