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Prefeito de Santa Catarina se disfarça de morador de rua para avaliar na prática os serviços da prefeitura

O prefeito Vaguinho no papel de morador de rua- Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de Criciúma, em Santa Catarina, Vagner Spíndola, conhecido como Vaguinho, por cerca de 20 horas se disfarçou de morador de rua no dia 10 de junho de 2025, para entender a situação e analisar as políticas públicas aplicadas. Toda a sua “performance foi gravada em vídeo por um fotógrafo da prefeitura.

A ideia era permanecer por 24 horas com o disfarce, mas a experiência terminou antes, após ser abordado e reconhecido por uma equipe da assistência social do próprio município.

No vídeo, o prefeito relata que em apenas 15 minutos do disfarce já havia recebido R$ 5,00 e, emocionado, conta que recebeu alimentos de moradores ao longo do percurso pela cidade.

Um dos momentos mais marcantes, segundo seu relato, foi quando passou ao lado da própria esposa e dos filhos, que não o reconheceram.

A cena reforçou para ele a invisibilidade enfrentada por quem vive nas ruas.

No período da noite, Espíndola circulou pela região do Pinheirinho e foi dormir sob a marquise da Igreja de Santa Bárbara. O disfarce o manteve anônimo até o final do experimento.

Nesse momento, ao ser abordado por uma pessoa da equipe de assistência social que lhe ofereceu ajuda sem reconhecê-lo, o prefeito se revelou, encerrando ali a experiência até então com 20 horas de atuação.

Nas redes sociais, o prefeito defendeu uma política mais firme em relação aos moradores de rua, enquadrando o objetivo como retirar as pessoas da rua com dignidade e garantir que as calçadas e praças sejam espaço para o recreio das famílias, e não de abandono ou uso de drogas.

A iniciativa repercutiu e abriu um debate sobre políticas públicas, vulnerabilidade social e os limites de uma experiência simbólica diante da realidade dos que vivem nas ruas.

Para alguns, a experiência de 20 horas não captura a vivência prolongada de quem mora nas ruas por meses ou anos, enquanto outros enxergam valor no gesto de olhar de perto o problema.

*Fonte: CPG

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