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Prefeitura de BH emite nota e conclui que mortes de leoa e chimpanzé no Zoológico não tiveram erro técnico

Prefeitura de BH emite nota e conclui que mortes de leoa e chimpanzé no Zoológico não tiveram erro técnico

Foto: Lilian Karnopp/Divulgação

A sindicância que apurou as mortes da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly, ocorridas em novembro de 2025 no Zoológico de Belo Horizonte, concluiu que os óbitos decorreram de complicações anestésicas de natureza multifatorial, associadas a condições clínicas pré-existentes dos animais. O relatório não identificou erro técnico, desvio intencional de conduta ou falhas no manejo por parte das equipes.

Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, responsável pela administração do espaço, foram analisados laudos de necrópsia elaborados pela Universidade Federal de Minas Gerais, avaliações farmacológicas da Polícia Civil e exames comparativos do Laboratório de Toxicologia da Escola de Veterinária da UFMG. As análises afastaram indícios de contaminação ou alteração dos anestésicos utilizados e descartaram a hipótese de superdosagem.

O trabalho da comissão incluiu visitas técnicas ao zoológico, entrevistas com profissionais, revisão de prontuários médicos anteriores à chegada dos animais a Belo Horizonte, guias de transporte, relatórios de acolhimento e registros de manejo diário. O grupo foi composto por biólogos, médicos-veterinários e técnicos de órgãos como IBAMA, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Instituto Estadual de Florestas, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Saúde, Guarda Civil Municipal e UFMG.

No caso da leoa Pretória, o laudo anatomopatológico apontou sobrepeso significativo — entre 65% e 70% acima do valor de referência —, alterações na cavidade oral e linfonodos discretamente aumentados. A conclusão sugere pneumonia broncointersticial neutrofílica multifocal moderada, além de edema, congestão e hemorragia pulmonar, condições que podem estar relacionadas a problemas crônicos da cavidade oral.

Já a necrópsia da chimpanzé Kelly identificou obesidade moderada, acúmulo de tecido adiposo na cavidade torácica, fígado discretamente aumentado e alterações uterinas. O diagnóstico final indicou miocardite linfo-histioplasmocitária, leiomioma uterino e pólipo endometrial.

De acordo com a fundação, as evidências reunidas sustentam que as decisões de intervenção médico-veterinária foram justificadas diante dos quadros clínicos apresentados. Pretória morreu em 11 de novembro, após parada cardiorrespiratória durante anestesia necessária a um procedimento odontológico; Kelly faleceu no dia seguinte, também após anestesia para realização de exames. Ambas haviam chegado ao zoológico em outubro.

Com a conclusão da sindicância, a administração municipal informou que os protocolos adotados seguem as limitações inerentes ao manejo de fauna silvestre e que os casos foram avaliados com base técnica e documental.

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