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Prefeitura de BH tem reunião nesta sexta para debater sobre greve dos motoristas de ônibus

Câmara de Belo Horizonte aprova projeto de lei que extingue a BHTrans

Foto: Divulgação/Prefeitura de Belo Horizonte

O Sindicato dos Trabalhadores em Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) anunciou nesta semana a realização de greve no serviço de transporte público da capital. Os motoristas se mostram insatisfeitos pela ausência de reajuste salarial e confirmaram paralisação a partir da próxima segunda-feira (22).

Nesta sexta-feira (19), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) se reúne com o vice-prefeito, Fuad Noman (PSD), o presidente do Setra-BH e secretários municipais para discutir sobre a greve anunciada pelo sindicato. A reunião acontece às 10h, na sede da Prefeitura de Belo Horizonte.

Insatisfação dos motoristas

A categoria está sem reajuste salarial há dois anos e aprovou, na última quinta-feira (11), o estado de greve em assembleia no Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH).

O presidente do Sindicato, Paulo César da Silva, disse que o trabalhador não irá ceder e está disposto a lutar até o fim. “Fomos obrigados a aceitar reajuste zero por dois anos consecutivos em função da pandemia, da chantagem que faziam de demissões em massa e da impossibilidade de realizar greve em um momento crítico para toda sociedade. Agora queremos respeito e a devida valorização à categoria. Estamos passando pela pior inflação dos últimos anos”, defendeu Paulo César.

O sindicato afirmou que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não aplicou os reajustes obrigatórios tarifários de 2017, 2019 e 2020. Representantes da BHTrans foram convidados a comparecer e participar da assembleia, porém não marcaram presença na votação.

A categoria também reclama do acúmulo de funções. Atualmente, grande parte da frota de ônibus da capital mineira não conta com os trocadores, o que acaba afetando diretamente o trabalho dos motoristas, que precisam fazer esse trabalho.

A greve não inclui toda a frota e deve seguir as diretrizes da LEI Nº 7.783, que dispõe sobre o direito à greve no país. Ao menos 30% dos ônibus de Belo Horizonte devem continuar circulando neste período.

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