A Prefeitura de Itabira encaminhou, nesta terça-feira (30), um ofício à Vale S.A. solicitando esclarecimentos sobre a formação de uma nuvem de poeira ou gás, de coloração alaranjada, registrada no fim da tarde da última segunda-feira (29) e associada, de forma preliminar, a uma detonação realizada na área das Minas do Meio. O episódio gerou apreensão entre moradores e reacendeu o debate sobre os impactos das atividades minerárias na cidade.
De acordo com a administração municipal, o documento foi enviado por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa) e requer informações técnicas detalhadas sobre o evento. Entre os pontos cobrados estão a data e o horário da detonação, as justificativas para a formação da nuvem, a identificação dos materiais envolvidos, as medidas de controle ambiental adotadas e uma avaliação sobre possíveis riscos à saúde humana.
A prefeitura estabeleceu o prazo de até dez dias, contados a partir do recebimento do ofício, para que a mineradora encaminhe as respostas solicitadas. Segundo o município, o caso seguirá sendo acompanhado até que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, reforçando o compromisso com a transparência, a proteção ambiental e a segurança da população.
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Confira na íntegra a nota da Prefeitura de Itabira
“A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMAPA), informa que encaminhou, nesta terça-feira (30), um ofício à empresa Vale S.A. solicitando esclarecimentos sobre a formação de uma nuvem de poeira ou gás, de coloração alaranjada, registrada na tarde da última segunda-feira (29), possivelmente decorrente de detonação realizada na área da Mina do Meio.
O documento requer informações técnicas detalhadas sobre o evento, incluindo data e horário da detonação, justificativas para a ocorrência da nuvem, identificação dos materiais envolvidos, medidas de controle ambiental adotadas e avaliação de possíveis riscos à saúde humana. A Vale tem o prazo de até 10 dias, a contar do recebimento do ofício, para encaminhar as informações solicitadas.
A Prefeitura de Itabira reforça o seu compromisso com a transparência, a proteção ambiental e a segurança da população, e seguirá acompanhando o caso até o completo esclarecimento dos fatos”.
Posicionamento da Vale
Em nota, a Vale informou que opera dentro dos parâmetros exigidos pela legislação ambiental e que investe continuamente em tecnologias para o controle e a redução de material particulado. Entre as medidas citadas pela empresa estão a umectação de vias, aspersão e hidrossemeadura de taludes, aplicação de polímero em áreas expostas e o uso de canhões de névoa.
A mineradora destacou ainda que mantém em operação, em Itabira, a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar, composta por cinco estações — quatro voltadas ao monitoramento da qualidade do ar e uma destinada ao acompanhamento de dados meteorológicos. Segundo a empresa, essas ações visam garantir o cumprimento das normas ambientais e o controle permanente das emissões atmosféricas.
Porém, a Vale não se manifestou especificamente sobre a detonação de segunda-feira, assim como não informou o que poderia ter ocasionado a formação da nuvem de poeira ou gás alaranjado, além de não ter detalhado o material utilizado na atividade.
Confira na íntegra a nota da Vale
“A Vale esclarece que vem operando dentro dos parâmetros exigidos pela legislação. A empresa investe continuamente em novas tecnologias para incrementar os controles operacionais de redução de material particulado em cumprimento às normas, como umectação de vias, aspersão e hidrossemeadura de taludes, aplicação de polímero em áreas expostas, canhões de névoa, dentre outros. Além disso, opera em Itabira a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar, composta por cinco estações. Quatro delas monitoram qualidade do ar e uma delas meteorologia”.

