O presidente reeleito da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), Eugênio Müller, diz ter confiança de que o governo municipal cumprirá o Plano de Metas formulado a partir de liderança da entidade. O documento, que ganhou força de lei em 2015, contém 136 propostas e foi elaborado dentro do Fórum Permanente de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação, formado por 72 entidades, sob gerência da Acita.
No início deste mês, ao completar 100 dias de governo, o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) apresentou uma dívida herdada de R$ 146 milhões e afirmou que o valor obriga a ele e sua equipe a revisarem o plano de governo. O petebista admitiu que algumas promessas apresentadas durante a campanha ficariam em segundo plano e que a prioridade seria manter os serviços essenciais funcionando com qualidade. Diante disso, o presidente da Acita foi questionado, ao fim de sua posse, nessa terça-feira, 25, se essa revisão não poderia afetar também o Plano de Metas.
Eugênio Müller respondeu que o Plano de Metas tem força de lei e que o governo não pode deixar de colocá-lo em prática. O presidente da Acita comentou que o prefeito Ronaldo se mostra sensível às propostas contidas no documento e, inclusive, já nomeou uma comissão para fazê-las seguir em frente. “Nós já estamos dialogando sobre isso. Tivemos uma reunião com o prefeito, com a vice-prefeita e os secretários. O Ronaldo assegurou a permanência do Plano de Metas, há uma lei para isso”, disse Eugênio
O líder empresarial, no entanto, disse entender o momento complicado pelo qual passa a Prefeitura de Itabira e que, por isso, aceita negociar as datas incialmente incluídas na lei. “O Ronaldo se mostrou muito sensível a isso. Acredito que a liderança dele vai permitir encontrar recursos para cumprir as metas, porque a gente saber que a Prefeitura sozinha não consegue”, afirmou o presidente da Acita.
O que é?
O Plano de Metas condensa centenas de propostas que surgiram dentro do Fórum Permanente de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação. São 136 propostas, divididas em seis segmentos: Desenvolvimento Econômico; Educação; Saúde; Defesa Social e Segurança Pública; Meio Ambiente; Cultura, Esporte e Lazer.
Depois de pronto, o documento se transformou em uma emenda à Lei Orgânica através de preposição do vereador Paulo Soares (PSB). A matéria foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores e passou a ser de cumprimento obrigatório para os prefeitos de Itabira.

