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Presidente da Câmara de São Gonçalo defende reajuste e diz que não há ilegalidade

O presidente da Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo (ao centro), Flávio de Oliveira - Foto: Acom CMSGRA

O presidente da Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo, Flávio Silva de Oliveira (PDT), defendeu o reajuste de quase R$3 mil que os vereadores aprovaram nos salários pagos pelo Legislativo, na última reunião do ano, na Câmara Municipal. Segundo os parlamentar, não há qualquer ilegalidade na questão.

O vereador, que votou favorável aos mais de 58% de reajuste, defendeu ainda que há 7 anos o valor não era alterado. “Além disso, essa adequação dos subsídios refere-se à remuneração da próxima legislatura (2021 a 2024), ou seja, não contempla os da atual gestão”, informou.

Ainda sobre isso, Flávio Oliveira completou. “O subsídio dos vereadores é fixado pelas respectivas Câmaras Municipais, em cada legislatura para a subsequente. Por isso, é leviano dizer que o vereador vota seu próprio aumento de subsídio, já que ele não tem como prever se estará na próxima legislatura”, opinou.

Vereadores discordam

Os dois vereadores que foram contrário ao reajuste, discordam das justificativas apresentadas por Flávio. Renata Fonseca (PV) e Luiz Gonzaga Fonseca (PSDB) destacaram que o momento de incerteza vivido a partir da queda de produção da mina Brucutu, que opera com 40% da capacidade, é um dos fatores. Para os dois, não é possível discutir reajuste dos vereadores diante do cenário econômico.

Reajuste tem percentual 10 vezes maior que o dos servidores

Os vereadores de São Gonçalo do Rio Abaixo passarão a receber dos atuais R$4.733,55 para R$7.500,00. Em percentuais, o reajuste corresponde a um aumento de 58,44%. Se comparado ao percentual dado aos servidores municipais, que foi de 5%, o percentual dado aos vereadores por eles próprios é 10 vezes maior.

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