Itabira passou a contar, a partir desta terça-feira (30), com a primeira Casa da Igualdade Racial de Minas Gerais. O equipamento foi inaugurado em uma cerimônia que reuniu autoridades municipais, estaduais e representantes de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.
O evento contou com a presença do prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, do itabirano Clédisson dos Santos, titular da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), além da coordenadora da unidade, Nyara Crispim, e demais representantes envolvidos na implantação do projeto.
A Casa da Igualdade Racial tem como objetivo oferecer acolhimento, orientação e atendimento à população vítima de racismo, além de promover ações de formação e fortalecimento da população negra no município.
O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, destacou a importância histórica da cidade na construção de políticas voltadas à igualdade racial e afirmou que a inauguração da Casa representa um avanço na consolidação dessas ações no município. Segundo ele, a história da mineração em Itabira também passa pela contribuição da população negra e pela presença de comunidades quilombolas. “É uma grande alegria receber e inaugurar esta casa aqui hoje. Essa Casa da Igualdade Racial passa por esse desejo de reparação e pela consolidação das políticas públicas que nós já estamos desenvolvendo e outras que virão. Queremos que Itabira seja uma cidade antirracista, uma referência no combate ao racismo em Minas Gerais e no Brasil”, afirmou.
Segundo Nyara Crispim, coordenadora do equipamento, a proposta é que o espaço funcione não apenas como um ponto de atendimento, mas também como um ambiente de construção coletiva e articulação de políticas públicas. “É a primeira Casa da Igualdade Racial inaugurada em Minas Gerais. A Casa tem esse perfil de ser um local de acolhimento, de formação e de união do povo preto para a cidade”, afirmou.
Entre os serviços oferecidos estão o acolhimento de pessoas que tenham passado por situações de discriminação racial, orientação sobre os caminhos legais e articulação com órgãos da rede de proteção.
De acordo com Nyara, os atendimentos serão realizados de forma integrada com outras instituições, incluindo órgãos de segurança pública e Justiça. “A gente vai acolher, orientar e fazer as conexões com as redes de atendimento. Não é só encaminhar a pessoa, é trabalhar essa questão de forma integral e integrada dentro da casa”, explicou a coordenadora.
A Casa da Igualdade Racial começa a funcionar nesta quarta-feira (1º), com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

