Lançado a menos de duas semanas, o projeto Celular Seguro tinha cadastrados até o último sábado (30), cerca de 750 mil pessoas registradas pelo site e aplicativo da ferramenta criada pelo governo federal, recebendo até a data, sete mil alertas de perda, roubo ou furto de aparelhos. O projeto já ultrapassou um milhão de registros e permite que usuários de celular bloqueiem seus aparelhos, de forma simples, quando perdidos, furtados ou roubados.
Empresas de telefonia, bancos e aplicativos que aderiram ao projeto serão informados para que o bloqueio aconteça de forma imediata, impedindo que o infrator tenha acesso às contas e aplicativos do usuário, tornando o produto de furto em uma peça obsoleta.
Para efetuar o bloqueio, é preciso que os aparelhos estejam vinculados ao CPF do titular da linha. Cada pessoa pode indicar outra de confiança para bloquear o aparelho, no caso de roubo. O bloqueio pode ser feito também pelo computador. Contudo, não há opção de bloqueio temporário e, caso o aparelho seja recuperado, o proprietário deve entrar em contato com as operadoras para reativar o seu uso.
O Ministério da Justiça, responsável pela plataforma, alerta para fakenews que circula sobre o serviço, afirmando que a pasta não acessa nenhum dado que esteja no aparelho do usuário e que segue a Lei Geral de Proteção de Dados. A ferramenta apenas conecta a vítima de furto ou roubo à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e as empresas parceiras do projeto.

