O Projeto Fotografias por Minas promove uma série de lives, entre os dias 22 e 25 e junho, com inspirações para imaginar um mundo novo. A transmissão ao vivo dos bate-papos será realizada no Instagram da iniciativa. A proposta das lives é discutir novas visões e possibilidades de mundo, promovento o diálogo da fotografia com outras áreas do conhecimento, como meio ambiente, arquitetura, cultura, arte, memória, antropologia, educação, protagonismo social, questões de gênero, sexualidade e o corpo.
Programação
Na segunda-feira, 22 de junho, às 17 horas, Rodrigo Zeferino e Walter Firmo conversam sobre “As revoluções vividas e a poesia necessária”, abordando uma perspectiva histórica das mudanças e desafios que Walter Firmo viveu em sua trajetória, num contraponto com o mundo hoje e o mundo que Walter sonha.
Rodrigo Zeferino
A fotografia e o vídeo são a base instrumental para o artista, que tem na paisagem seu principal tema. A conceituação de seus trabalhos deriva da ressignificação dos elementos que compõem a paisagem, bem como da observação de sua transformação pelas mãos humanas. Rodrigo já realizou exposições no Brasil e no exterior, tem obras em coleções como Pirelli-Masp, Joaquim Paiva e Gilberto Chateaubriand. Entre as láureas recebidas está o Prêmio FCW de Arte 2016 e o Prêmio Foto em Pauta 2019.
Walter Firmo
É um dos fotógrafos mais premiados na história da fotografia brasileira. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1937. Autodidata, começou a carreira no jornal carioca Última Hora, em 1957, passando a colaborar com o Jornal do Brasil em 1960. Um dos primeiros a valorizar e divulgar a contribuição da cultura negra em seu trabalho, integrou a equipe inaugural da revista Realidade, que o tornou nacionalmente conhecido. Em 1973, criou a agência Câmara Três, em associação com Sebastião Barbosa e Claus Meyer. Foi diretor do Instituto Nacional da Fotografia da Fundação Nacional de Arte entre 1986 e 1991.
Na terça, dia 23, às 20 horas, o bate-papo será com Amanda Dias e Cadu Passos, sobre a temática “Fotografia da rua”.
Amanda Dias
Desenvolve seu trabalho na fotografia de rua capturando as diversas expressões populares e sociais da cidade. Documentarista formada em Cinema pelo Centro Universitário Una, atua como fotojornalista no portal de notícias da capital mineira BHAZ.
Cadu Passos
Fotógrafo desde 2013, realiza trabalhos em diversas áreas da fotografia com ênfase na fotografia de rua, fotografia documental e no fotojornalismo. Atua também como produtor cultural junto aos blocos de carnaval de Belo Horizonte e como colaborador na mídia alternativa, cobrindo as principais pautas político-sociais dos últimos anos. E na quinta-feira, dia 25 de junho, às 20 horas, João Perdigão e Alexandre de Sena participam de bate-papo sobre “Deriva no Baixo Centro”.
João Perdigão
Jornalista, pesquisador, escritor e editor independente. Nascido em São Domingos do Prata/MG, reside em Belo Horizonte desde 2000. Especialista em Arte e Contemporaneidade pela Escola Guignard. É autor dos livros “Tropecassino: um jogo em fantasia” (2009), relatando o processo de produção da obra “O rei da roleta: a incrível vida de Joaquim Rolla” (2012), biografia do empresário mineiro que criou o Cassino da Urca; “Viaduto Santa Tereza” (2016) sobre o berço do rap e da arte urbana de Belo Horizonte; e “Ruarrudas”, com suas fotos e comentários sobre o Baixo Centro de BH.
Ainda este ano vai lançar a biografia do pintor Alberto da Veiga Guignard. Desde 2010, co-edita a revista colaborativa A Zica, que a cada edição pauta temas provocativos e divulga artistas contemporâneos.
Alexandre de Sena
Diretor criativo, ator, diretor teatral e criador de trilhas sonoras. Técnico em teatro pelo Palácio das Artes/MG e licenciado em Teatro pela UFMG. Integra o Grupo Espanca, dirigiu os espetáculos “violento.”, “Ser – experimento para tempos sombrios” e “MarcaPasso”.
Coordena e dirige as Cenas Pretas (“O que não vaza é pele”, “Não conte comigo para proliferar mentiras” e “Rolezinho – nome provisório”); é um dos coordenadores da “segundaPRETA”; orientou a pesquisa do espetáculo “Pai contra mãe” da Cia Fusion de Danças Urbanas; integra o elenco e participa da direção e dramaturgia de “Xabisa”. E realiza performances e intervenções urbanas.
Fotografias por Minas
O projeto Fotografias por Minas reúne grupo de fotógrafas e fotógrafos mineiros numa iniciativa solidária em prol de entidades e grupos sociais impactados pelo novo coronavírus. A campanha prossegue até 03 de julho e conta com a adesão de mais de 400 participantes.
As cópias/prints fine art de fotografias autorais serão ilimitadas, pelo tempo que durar a campanha. As doações poderão ser feitas no site www.fotografiasporminas.com.br
A segunda meta é arrecadar R$ 210.000 que será dividido entre as entidades/Grupos sociais: Povo Pataxó Hãhãhãe, Povo indígena Xakriabá, Cio da Terra, Albergue Santo Antônio, Comunidade Quilombola Vazanteira de Caraíbas e Comunidade Quilombola São Geraldo.
O projeto Fotografias por Minas tem parceria e o apoio de empresas mineiras, como a Greco Design, a Artmosphere Fine Art e a ETC Comunicação.

