Cerca de 150 mil pessoas serão beneficiadas com a assinatura do contrato para início das obras do Projeto Hidroagrícola Jequitaí, em Montes Claros.
O evento ocorreu nesta quarta-feira (10), e contou com as presenças dos ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia e do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Góes, que assinaram o contrato de concessão.
O projeto é uma dívida histórica da União para minimizar os efeitos da seca na região.
O leilão foi realizado na Bolsa de Valores B3, onde as empresas Fortaleza de Santa Terezinha Agricultura e Pecuária S.A e a RG S.A, que constituem o consórcio Jequitái, vencedores de uma única proposta válida de R$ 35 milhões. Para o projeto, foi garantido R$ 1,5 bilhão para sua execução.
O ministro Alexandre da Silveira disse: “É um momento realmente histórico para nós podermos levar vida e vigor, literalmente, ao povo do Norte De Minas. Porque água e energia são sinônimos de vida, e esse projeto de Jequitaí reúne os dois. Reúne água, turismo, reúne condições da gente irrigar mais, produzir mais, e com isso, da gente incluir mais a população e levar mais desenvolvimento”.
O leilão autoriza a utilização de uma área de 23,9 mil hectares, e desses, 10,2 mil irrigáveis, prevendo uma receita de R$ 11 bilhões aos arrematantes em 35 anos de contrato.
Dos hectares irrigáveis, 1,1 mil deles serão destinados a pequenos agricultores locais, em lotes de 5 e 6 hectares, além de propiciar outras atividades econômicas, como em turismo, lazer e piscicultura.
O projeto prevê também a implantação de barragens no Rio Jequitaí, sistemas que vão permitir a irrigação de áreas para produção agrícola e o controle da vazão do rio.
A localização do projeto abrange os municípios de Jequitaí (que empresta o nome), Francisco Dumont e Claro das Poções e vai permitir a reserva de água para abastecimento de 19 municípios da região, inclusive Montes Claros.
O governo espera que a inciativa venha a impulsionar o desenvolvimento econômico em diversas áreas, estabelecendo um cliclo de desenvolvimento sustentável na região. As barragens também terão capacidade de gerar 20 MW de energia.
A concessão foi viabilizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), tendo como parceiros, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Secretaria Especial para o Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI) da Casa Civil.

