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Projeto Tita leva debate sobre violência contra a mulher às escolas e fortalece rede de acolhimento em Itabira

Projeto Tita leva debate sobre violência contra a mulher às escolas e fortalece rede de acolhimento em Itabira

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

A promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento à violência contra a mulher têm ganhado reforço em Itabira por meio do Projeto Tita, iniciativa desenvolvida pela Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi) em parceria com políticas públicas municipais. A proposta busca ampliar o debate sobre violência, mecanismos de denúncia e fortalecimento da rede de proteção, especialmente entre jovens estudantes.

O projeto homenageia Maria Gregória Ventura, conhecida como Dona Tita, matriarca do Quilombo Morro Santo Antônio, que aos 101 anos é reconhecida por sua relevância histórica, cultural e social para a comunidade quilombola de Itabira e região.

Em entrevista, o delegado regional da Polícia Civil de Itabira, docente do curso de Direito da Funcesi e um dos idealizadores e organizadores do Projeto Tita, Diogo Luna, destacou que a iniciativa está alinhada aos objetivos da Agenda 2030 da ONU, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 5, voltado à promoção da igualdade de gênero.

Temas abordados

Segundo ele, a iniciativa busca abordar temas como o ciclo da violência, a conscientização sobre o tema e a apresentação da rede de atendimento disponível em Itabira para mulheres em situação de vulnerabilidade. “O Projeto Tita leva às escolas reflexões sobre violência contra as mulheres, ciclo de violência e mecanismos de denúncia”, afirmou o delegado.

A ação é realizada em parceria com o programa Conexão Jovem, apontado como uma importante porta de entrada para o diálogo com estudantes e para o desenvolvimento de atividades educativas.

Além do trabalho preventivo, Luna ressaltou que Itabira conta com uma rede integrada de acolhimento às vítimas de violência doméstica, envolvendo diferentes setores. A atuação conjunta entre sistema de justiça criminal, saúde, educação e assistência social é considerada essencial para garantir suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade.

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