Eleito presidente da Argentina no último domingo (19), Javier Milei propõe a troca da moeda do país, o peso, pelo dólar americano. A ideia já foi colocada em prática em alguns países latino-americanos, como o Equador, o Panamá e El Salvador. A Venezuela também permitiu a dolarização, mas de modo informal.
Milei também pretende extinguir o Banco Central argentino, como uma das formas de combater a inflação crônica que o país vem enfrentando, em torno de 142% nos últimos 12 meses.
A expectativa é de que com a dolarização o país possa conseguir estabilidade econômica e financeira, que não se consegue com a atual moeda.
O Panamá adotou a moeda norte-americana em 1904, logo após sua independência da Colômbia e é o país latino-americano onde o dólar está a mais tempo como moeda oficial. Atualmente a inflação anual do Panamá está abaixo de 3%.
O Equador passou por uma crise econômica em 2000, com prejuízos que chegaram aos US$ 5 bilhões, o que o levou a adotar a moeda norte-americana como forma de superar a instabilidade econômica. O Equador conseguiu controlar a inflação em níveis baixos chegando a registrar períodos de deflação. Em 2023, o índice está em 3,10% ao ano.
El Salvador adotou o dólar como moeda oficial em janeiro de 2001, com a finalidade de atrair investimentos estrangeiros e para o comércio. Em 2021, o bitcoin também foi adotado como moeda legal. A inflação atual está em 3,3%.
A Venezuela tem uma dolarização informal desde 2018, quando o governo flexibilizou os rígidos controles cambiais para amenizar a crise econômica.

