Combater a obesidade e a gordofobia em Itabira. Essa é a intenção do projeto de lei (PL) 116/2023, analisado na reunião de comissões da última segunda-feira (23). A proposta foi elaborada pelo vereador Weverton Leandro Santos Andrade “Vetão” (PSB) e deverá começar a ser votada a partir da terça-feira que vem (31).
Na prática, o PL institui uma extensa política municipal voltada ao tema. Dentre as medidas a serem adotadas, estão o combate à obesidade infantil na rede escolar, a realização de campanhas de alimentação saudável e adaptações ao atendimento do público alvo do projeto em hospitais públicos e laboratórios de Itabira. As repartições deverão providenciar, por exemplo, macas e cadeiras de roda reforçadas para pacientes obesos.
Assunto negligenciado
Ao defender seu projeto, Vetão citou a falta de ações do poder público contra o problema da obesidade. Segundo ele, essa não é uma realidade apenas itabirana, mas do país inteiro.
“É importante ressaltarmos um tema bem recorrente e que infelizmente não tem tido a devida atenção do poder público. Não digo o poder público municipal, mas até mesmo nacional. Hoje a obesidade é um problema grave que afeta boa parte da nossa população, e através desse projeto estamos buscando instituir a política municipal de combate tanto à obesidade quanto à gordofobia”, diz.
O pessebista também defende uma atenção especial às crianças. “O grande x da questão: o combate à obesidade infantil na rede escolar. Quantas crianças e adolescentes hoje estão acima do peso? O que o poder público pode fazer para que as crianças estejam em seu peso adequado? Como as famílias podem ser orientadas, recebendo do poder público um apoio para que isso possa diminuir?”, questiona.
Após elogiar a proposta de Vetão, o vereador Júlio César de Araújo “Contador” (PTB) pediu que as mesmas exigências feitas aos hospitais e outras repartições sejam dadas, também, ao transporte público municipal. Para ele, Itabira está atrasada quanto ao tema.
“Compactuo com o Vetão, justamente porque a gente vê várias situações, inclusive vimos em aeroportos a pessoa não tinha espaço para sentar no avião. A aeronave não ofereceu um espaço para essa pessoa com obesidade. Poderia citar também o transporte público coletivo, para destinar uma ou duas poltronas a pessoas com obesidade. Comentei com o autor do projeto que estive em várias repartições e já encontro cadeiras específicas, mas no município não consigo ver em lugar nenhum”, comenta.

