A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Nacional optou por não assinar o requerimento que pede a abertura de uma CPI contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Procurada pela reportagem do R7, a liderança do partido afirmou que “o governo já enfrenta alguns desgastes em curso”, e que o momento não é adequado para aumentar o atrito.
Entre os episódios mencionados, estão a CPMI do INSS, envolvendo o nome do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), envolvido nas repercussões do Banco Master e das fraudes do INSS.
O partido avalia que o governo já enfrenta frentes de pressão suficientes e que abrir um embate com o judiciário neste momento ampliaria perigosamente as tensões entre os Poderes.
A prioridade da legenda é concentrar esforços em questões que não gerem “fritura” de ministros da Corte, especialmente em um cenário onde decisões judiciais e investigações sensíveis já possuem alta repercussão pública.
A decisão ocorre enquanto parlamentares monitoram desdobramentos de outras frentes, como a CPMI do INSS e o caso envolvendo o Banco Master, que motivaram o pedido de CPI pelo Senador Alessandro Vieira.
Mesmo sem o apoio do PT, o requerimento protocolado por Vieira atingiu o número mínimo de 27 assinaturas para ser levado adiante no Senado.

