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Publicado em renomada revista, artigo científico de professor da Funcesi faz paralelo entre os mundos do Direito e do cinema

Foto: Divulgação/Funcesi

Dona de duas das três maiores bilheterias da história do cinema, a franquia Avatar serviu de inspiração para um artigo científico produzido pelo professor Hugo Bretas, do curso de Direito do Centro Universitário Funcesi, em Itabira. O advogado utilizou a ficção dirigida por James Cameron para desenvolver, ao lado da também professora Juliana Braga, a pesquisa “Direito, Cinema e Tecnologia: O épico filme avatar, os direitos da personalidade, psicoses, transtornos e confusões mentais” cuja leitura pode ser feita pelo link https://shre.ink/edFk.

O objetivo, diz o professor, é demonstrar “o quão convidativa e perigosa pode ser a aventura em universos paralelos”, implicando em prejuízos irreparáveis à saúde mental e no esfriamento das relações humanas. O artigo foi publicado na Revista Eletrônica de Direito da UNIFOR-MG, classificada pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) com qualis A (avaliação máxima da fundação). Hugo Bretas explica o porquê da curiosa escolha pelo filme.

“A escolha se dá pelos dilemas éticos tratados e em virtude do fato de que a narrativa dos protagonistas está relacionada ao que vivemos, de alguma forma. Isto é, tendo em vista as angústias vividas no mundo real, marcadas pelo esfriamento das relações humanas, o que foi impulsionado durante a pandemia, somos convidados a migrar de universos e viver uma realidade idealista. Aliás, é isso que fazemos, por meio de jogos, aplicativos e navegações, além de aventuras vividas no ambiente virtual”, relata.

“Assim, nos sentimos inquietados, tendo em vista as lições éticas, especialmente no tocante aos limites morais dos relacionamentos interpessoais, entre tribos e civilizações típicas humanas. Além do dilema entre a proteção ambiental, choques culturais, ancestralidade versus interesses econômicos agressivos”, completa.

O professor também detalha qual o propósito do projeto, concluído em maio deste ano, a partir do ponto de vista do Direito. “Em termos normativistas, este artigo clama por defesas existenciais, centralizadas na dignidade da pessoa humana, sempre preocupadas com a saúde mental e integridade psíquica, as quais podem ser atingidas quando ausente a racionalidade no manuseio das vivências virtuais. Ou seja, quando não há a devida mensuração dos limites entre a vida virtual e a vida real”

Apoio fundamental

Dono de um vasto currículo, composto por importantes artigos e livros, Hugo Bretas leciona na Funcesi há mais de 13 anos. Ele destaca o apoio da instituição à sua rica trajetória, marcada por abordagens sobre temas como personalidade, propriedade, função social e hermenêutica. “A Funcesi, em toda a sua estrutura, sempre nos apoiou, sobretudo alimentando em nós o desejo de aprimorar. Nesse sentido, durante esse período findei o doutorado e o pós-doutorado, amadurecendo para fins de publicação em revistas de qualis A, inclusive”.

Para o professor, o incentivo dado pelo centro universitário traz como consequência uma consolidação cada vez maior do curso de Direito, referência na região há anos.“O nosso aluno vivencia a nossa sede pelo amadurecimento, a partir das interfaces entre o plano de ensino e os nossos artigos. Além da sede de problematizar e construir estudos mais profundos, antenados com a jurisprudência, doutrinas modernas, exame da OAB e acontecimentos atuais. Por isso, onde quer que palestremos, falemos ou publiquemos, honramos a Funcesi!”, finaliza Hugo.

*Com informações Comunicação Funcesi

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