O projeto de lei 32/2026, de autoria do governo Marco Antônio Lage (PSB), q que propõe reajuste salarial de 3,9% aos servidores municipais de Itabira, foi liberado para votação em plenário após análise nas comissões da Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira (23). O índice de recomposição, no entanto, já havia sido rejeitado pela categoria em assembleia realizada na semana passada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) na última semana.
Também foi encaminhado para apreciação dos vereadores o Projeto de Lei 33/2026, que altera as regras para concessão do auxílio-alimentação aos servidores. A proposta atualiza os critérios com base na faixa salarial dos beneficiários. Pelo texto, servidores com remuneração mensal de até R$4.693,39 passam a receber R$470,01 de auxílio. Já aqueles com salários entre R$4.693,39 e R$9.351,00 voltam a ter direito ao benefício, porém, recebendo R$235,00 mensais.
Apesar de liberadas pelas comissões, as propostas ainda não têm presença garantida na pauta da próxima reunião ordinária da Câmara, marcada para terça-feira (28). A inclusão dos projetos na ordem do dia depende de decisão do presidente do Legislativo, responsável por definir a pauta, respeitando os prazos regimentais de tramitação.
Impasse
Além de rejeitar a proposta de reajuste salarial, os servidores também haviam decidido na última semana que irão realizar um dia de paralisação e uma passeata para comunicar à população sobre as negociações com a prefeitura. “O servidor público municipal de Itabira está em luto. Vamos para a luta. A gente identifica que não era do interesse do prefeito negociar conosco. Então, a gente vai estar em luta nesse ano de 2026 inteiro”, afirmou Graziele Vieira Cachapuz, presidente do Sintsepmi.
Por outro lado, a Prefeitura de Itabira alega que a condução do tema exige responsabilidade e atenção ao equilíbrio das contas públicas, considerando a valorização dos servidores e a manutenção dos serviços essenciais à população.
Confira na íntegra a nota da Prefeitura Municipal de Itabira:
“A condução desse tema exige responsabilidade e atenção ao equilíbrio das contas públicas, considerando tanto a valorização dos servidores quanto a manutenção dos serviços essenciais à população.
Atualmente, o Município destina um volume significativo de recursos à folha de pagamento e aos benefícios dos servidores, o que representa uma parcela expressiva das receitas públicas e exige planejamento contínuo para garantir sustentabilidade financeira.
Além disso, é importante destacar um dado histórico relevante: nos últimos 30 anos, os servidores municipais não tiveram um período com cinco anos consecutivos de reajustes salariais como o que vem sendo garantido pela atual gestão, evidenciando um avanço consistente na política de valorização do funcionalismo.
“Com cerca de R$ 420 milhões investidos anualmente na folha de pagamento e mais de 50% de reajuste acumulado nos últimos cinco anos, o Município reafirma seu compromisso com a valorização dos servidores de forma responsável e sustentável”, destacou o secretário de Administração, João Victor Sampaio Brandão.
Diante desse cenário, e com responsabilidade na condução das contas públicas, a Prefeitura reafirma a proposta de reajuste de 3,9%, entendendo que este é o percentual possível neste momento, capaz de conciliar a valorização dos servidores com a manutenção dos serviços essenciais à população”.

